Está tramitando no Legislativo o projeto de lei que veta o abastecimento de combustível  pelos postos de gasolina depois de acionada a trava de segurança da bomba.  O projeto, de autoria do vereador Gilson Feitosa (PT), foi debatido no Legislativo na sessão da última quarta-feira, dia 2, e contou com a presença do presidente do  Sindicato dos Empregados em Postos de Serviços de Combustíveis  e Derivados de Petróleo de Cascavel e Região (Sindespospetro), Antônio Vieira Martins.

A entidade abrange  uma base territorial que envolve os municípios do Sudoeste e Oeste do Estado.  Segundo o presidente, atualmente a região tem mais de 500 postos, e quatro mil trabalhadores {frentistas}.Ele disse que há muito tempo o sindicato promove ações preventivas na área dos postos de combustíveis, justamente, porque o benzeno causa danos graves à saúde. O produto químico é um composto cancerígeno, alerta Vieira, afirmando que estudos demonstram que as pessoas expostas ao benzeno podem desenvolver leucemia mielóide- tipo de leucemia que está ligada a má formação de células vermelhas dentro da medula óssea.

As ações preventivas informam trabalhadores e proprietários de veículos sobre os perigos à saúde de encher o tanque após ser acionada  a trava de segurança da bomba. O procedimento prejudica a saúde e, ainda, equipamentos do veículo. A legislação especifica está presente em vários estados, conforme o presidente, e com o passar do tempo aumenta processo de  discussão  nos legislativos, pois é a instituição que está mais próximo do cidadão. “Uma lei municipal é um instrumento a mais que o frentista poderá utilizar para não destravar a bomba e continuar abastecimento”, ressaltou.