O governo do Paraná apresentou na última terça-feira (06), Projeto de Lei à Assembleia Legislativa, solicitando autorização para construção do Complexo Eólico Palmas II e outros 18 empreendimentos energéticos no Estado. A expectativa dos investidores é iniciar as obras no município de Palmas em janeiro de 2021.

Além dos licenciamentos ambientais, a Constituição do Estado do Paraná exige que os empreendimentos na área de energia também passem por aprovação do Poder Legislativo. Além do estado paranaense, apenas o Mato Grosso do Sul ainda conta com tal exigência.

Em dezembro de 2018, a empresa Enerbios, idealizadora do projeto do Complexo Eólico obteve a Licença Prévia (LP), emitida pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP) para a implantação do Complexo Eólico.

O novo complexo será instalado no lado paranaense da PRC-280 e ficará junto ao Complexo Palmas I, instalado no final da década de 1990 pela Copel, em frente aos parques de Água Doce, no Estado de Santa Catarina.

Ao todo o empreendimento terá oito parques eólicos – Campo Alegre, Pederneiras, Santa Cruz, Santa Maria, São Francisco, Taipinha, Tradição e Tradição Piloto – que deverão estar  interligados à subestação de Palmas, através de linha de transmissão de 28 quilômetros, com traçado  previsto para faixa de domínio da PRC-280.

A estimativa dos investidores é que durante a fase de implantação deverão ser gerados até 500 postos de trabalho diretos, entre as mais diversas funções e formações, onde pretende-se priorizar a contratação de mão de obra local. Posteriormente, para a operação e manutenção serão pelo menos 25 postos de trabalho fixos. Os investimento deverão superar R$ 1,8 bilhão.

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