Instituições federais de 18 estados brasileiros estão com suas atividades paralisadas em decorrência da greve dos servidores desde a última semana. Os funcionários pedem reajuste salarial, reestruturação da carreira e aumento de investimentos nas federais. O ato tem por objetivo pressionar o governo federal a ampliar o repasse às universidades federais, apesar do corte de R$ 9,42 bilhões no orçamento do MEC.

Segundo o Sinasefe (Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica) serão realizadas manifestações, aulas públicas, atos, caminhadas, assembleias, dentre outras atividades, denunciando a situação precária das unidades de ensino e o descaso com os trabalhadores técnico-administrativos e docentes.

De acordo com o diretor do Câmpus Palmas do Insitituto Federal do Paraná, Luciano Martignoni, até o momento o indicativo de greve é maior entre os técnico-administrativos, que realizaram um dia de manifestação em todo o Estado na última sexta-feira (29). Com relação aos docentes da rede federal, a PROIFES (Federação de Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior e de Ensino Básico, Técnico e Tecnológico) informou que até o momento não há indicativo de greve ou paralisações.

Conforme Martignoni, para este mês estão agendadas uma série de reuniões junto aos ministérios da Educação (MEC) e Planejamento. Com isso, os sindicatos seguem com as negociações, para, posteriormente, levarem às assembleias, as propostas apresentadas pelo governo.