Foto: Miranda/RBJ
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Os produtores de maçãs de Palmas, Sul do Paraná, que estão em plena colheita da safra 2014/2015, estão sendo beneficiados com medidas governamentais, que além de maior espaço no mercado interno também garante a defesa sanitária e controle de pragas e doenças nos pomares locais. O governo suspendeu a importação de maçãs da Argentina, devido a presença da praga Cydia pomonella, conhecida como traça da maçã em carregamentos oriundos do pais vizinho. A suspensão será válida também para a pera e marmelo até que o sistema argentino seja adequadamente reavaliado.

Conforme o produtor palmense, Ivanir Dalagnol, presidente da Frutipar – Associação Paranaense dos Fruticultores e Diretor Técnico  e de Qualidade da Associação Brasileira dos Produtores de Maçã, a medida foi muito importante para os produtores nacionais. “Há uma década o Brasil vem lutando para erradicar a doença em seus pomares e que agora estavam sob risco de nova infestação pela entrada da produção argentina”, salientou.  Avaliou que a medida do governo brasileiro contribuiu indiretamente para o aspecto econômico, pois a maçã brasileira acaba disputando o mercado nacional com produtos oriundos de outros países. “Com o fechamento da fronteira para a maçã argentina, amplia o mercado para os produtores de Palmas também”, explicou.

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De acordo com o Ministério da Agricultura,  a  Cydia pomonella pode causar elevados prejuízos à agricultura, em especial para o cultivo da maçã. No Brasil, a praga foi completamente erradicada em 2014, por isso, a suspensão visa a proteção dos pomares brasileiros e a prevenção de contaminação dos frutos nacionais. No primeiro trimestre de 2015, o Mapa interceptou a presença de insetos vivos da doença em 15 carregamentos de pera e maçã importados da Argentina, o que indica que os controles fitossanitários adotados pelo país vizinho não têm se mostrado eficazes para garantir o fornecimento de produtos livres da praga para o Brasil.