Após o anúncio da erradicação da Cydia Pomonella, conhecida como “traça da maçã”, dos pomares brasileiros, os produtores cobram ações mais efetivas do governo, na fiscalização de frutas importadas de países que ainda enfrentam a doença e que têm mercado livre no Brasil.

O assunto foi debatido durante uma reunião técnica, realizada no Sindicato Rural de Palmas, sul do Paraná, na última semana. No encontro, foi indagado sobre a forma que o Governo Federal pretende atuar, para barrar a entrada de frutos que podem conter a doença.

PauloMarques
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Paulo Marques – Engenheiro agrônomo

Segundo o engenheiro agrônomo da Adapar (Agência de Defesa Agropecuária do Paraná), Paulo Marques, estão sendo elaborada uma legislação específica para a restrição de frutos importados. “Porque não adianta nós fazermos o dever de casa (na prevenção da doença) e recebermos frutos de regiões que enfrentam o problema.”, declarou.

Segundo ele, a doença concentrava-se nos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. No Paraná, o monitoramento era realizado com o intuito de prevenir, visto que não foi detectada a incidência da praga no Estado.

 

Por sua vez, o presidente da Frutipar (Associação dos Fruticultores do Paraná), Ivanir Dalanhol, ressaltou que o Brasil foi o único país no Mundo a sofrer o ataque da Cydia Pomonella e conseguir erradica-la. Destacou que os produtores deverão continuar com o monitoramento e reforçou a importância da fiscalização nas fronteiras do país.

Outro ponto citado por Dalanhol, diz respeito à forma com que o Ministério da Agricultura quer que os produtores tratem a saúde dos pomares. Explicou que, desde o inicio da cultura macieira no país, é realizado o tratamento preventivo, visando evitar que a plantação seja atingida por doenças. Porém, o Governo Federal está incentivando aos fruticultores para que só realizem o tratamento, após a constatação de sintomas nas plantas. “Dessa forma, nós não vamos conseguir tratar a doença.(…) Muitas vezes o governo mexe no que está funcionando e aí atrapalha.”, rebateu.