Problema do Sudoeste é logística, diz empresária

por Evandro Artuzzi em 10 de agosto de 2018 8:11
por Evandro Artuzzi em 10 de agosto de 2018 8:11

O “Informação e Conhecimento”, promovido pelo Enova, Núcleo Multissetorial de Empresas Novas da Acefb, Associação Empresarial de Francisco Beltrão, teve a participação de Clareni Fistarol Krindges, diretora financeira e de recursos humanos do Grupo Krindges, de Ampére, Sudoeste do Paraná.

O encontro foi na sala de reuniões da entidade no mês passado. “Eu não conhecia o núcleo, foi através da Flávia [Saturnino, psicóloga e integrante do Enova], que me convidou para o bate papo. Acho interessante essa conversa, quando a pessoa começa um negócio ela tem um monte de incertezas, qualquer coisa diferente ela já fica insegura. Tem que viver um dia após o outro, pois as dificuldades vão existir sempre”, disse Clareni.

Artistas da Rede Globo de Televisão vestem as marcas da Krindges. E como se dá a parceria entre a empresa e a emissora de TV? “É feito um contrato com uma empresa que veste os atores. O nosso pessoal de marketing faz o primeiro contato. Mas o nosso problema aqui no Sudoeste é a logística, para sairmos de Ampére para ir a um grande centro, devemos ir no aeroporto de Cascavel ou Chapecó. Aqui nós temos essa dificuldade. Estamos na esperança de Pato Branco ou de um aeroporto regional”, observa Clareni.

Clareni, no centro da foto, com os integrantes do Enova. Crédito: Darce Almeida/Acefb.

Início da vida empresarial

A empresária destaca que é preciso ter foco e persistência. Quanto a olhar para o relógio e contar os minutos para o fim do expediente, Clareni sublinha. “Falei muito para o pessoal [do Enova] sobre às horas trabalhadas por dia. O trabalho não é seis, oito horas, às vezes você sai da empresa, mas fica sempre ligado. Mas quando você faz o que gosta, isso não é trabalho, é prazer”, completa.

A Krindges produz uma vasta gama de produtos diferenciados, distribuídos pelas suas marcas “Guilherme Ludwer, Aicone, Docthos e K&F”, em todo território brasileiro e Mercosul, atuando no ramo de confecção de roupas masculinas social, casual e sportswear, direcionado ao mercado varejista. “Exportamos alguma coisa, até porque hoje os produtos são muito competitivos com a China. Mas o nosso maior mercado é o interno”, explica Clareni.

Segundo ela, a Krindges empresa 750 funcionários nas duas empresas – Ampére e São Miguel do Iguaçu (PR). “O empresário sempre quer investir, mas tudo depende do momento econômico da País. Vamos esperar passar as eleições para ver como vai ficar. O Brasil não vive um momento bom economicamente, mas já teve momentos piores”, resume.

Morgana Araújo, coordenadora do Enova, salienta que a vinda de Clareni foi importante porque “ela explicou como fazer uma boa gestão de pessoas para que haja menos rotatividade na empresa. Desta forma motiva-se os colaboradores através de vários projetos, entre eles o programa de qualidade de vida, que conta com médicos e empresas de consultoria, como a Reconhecerh”.

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