O presidente do Poder Legislativo de Palmas, sul do Paraná, disse que está bastante tranquilo em relação as investigações que estão sendo feitas pelo Ministério Público do Paraná nas contas da casa. O Ministério Público investiga supostas irregularidades no pagamento de despesas – sem a realização de empenhos – no período de janeiro a março de 2014.

Conforme o vereador Adilson Piran(PMDB), é um direito do MP proceder a investigação, mas contestou a forma adotada pelo órgão para a obtenção dos documentos. “Não haveria a necessidade de invadir o setor contábil da Câmara até mesmo com policiais. Bastava solicitar os documentos que prontamente seriam atendidos, como sempre foi feito”, salientou Piran, enfatizando que considera justo o ato do Ministério Público, diante de denúincias. “É um direito e um dever averiguar toda e qualquer denúncia em todos os órgãos públicos”, disse o edil.

O vereador disse não saber os motivos que levaram  as promotorias, com autorização do Poder Judiciário,  realizar uma operação de busca e apreensão na última semana. Desconfia que trata-se de procedimentos em torno de  autorizações de pagamentos antes mesmo de terem sido empenhadas e lançadas as notas referentes  gastos.  Justificou que tal prática é comum até mesmo no Poder Executivo como forma de atender a urgência nas solicitações e autorizações para gastos. “ É errado fazer dessa forma, mas isso vem ocorrendo há um bom tempo tanto no Legislativo, quanto no executivo”, denunciou. 

Por outro lado, garantiu que na Câmara Municipal durante sua gestão iniciada em Janeiro não foram cometidas quaisquer fraude ou desvio de dinheiro público. O presidente da Casa cobrou  a mesma postura investigativa também em relação a presidência anterior, durante a gestão do vereador Wilmo Rodrigues Correia da Silva e até mesmo de presidentes anteriores.Para Piran seria necessário que a promotoria também fizesse uma varredura em todos os setores da prefeitura para investigar irregularidades.

Lamentou que a fiscalização esteja focada em sua gestão iniciada em janeiro desse ano e  avaliou que se trata de questões de ordem pessoal envolvendo os promotores e alguns vereadores da casa, por conta de embate entre os agentes dos dois órgãos nos últimos meses. Ouça parte da entrevista levada ao ar no último sábado na Rádio Club AM