por Ivan Cezar Fochzato

 

As escolhas para os cargos da área econômica do futuro governo pela presidente eleita, Dilma Roussef, foram muito sensatas. A análise é do presidente da FIEP (Federação das Indústrias do Estado do Paraná), Rodrigo da Rocha Loures, salientando que o empresariado se sente muito confortável com as escolhas feitas: Guido Mantega (Fazenda); Miriam Belchior (Planejamento); Alexandre Tombini ( Banco Central).Em entrevista a Rádio Club de Palmas, Rocha Loures destacou que as políticas monetária, fiscal e de investimentos estão bem servidos de gestores.

 

Ao avaliar o desempenho do setor industrial paranaenses em 2010, sinalizou como positiva, embora alguns setores estão fragilizados principalmente aqueles voltados à exportação que sofreram impactos em vista das condições de câmbio não competitivos e consequentemente apresentando deficiência de rentabilidade. Além disso, há uma contabilidade negativa para os setores que concorrem com produtos importados. “A situação do câmbio está acelerando a desindustralização da nossa economia”, avaliou o presidente da FIEP.

 

Indicou que é necessário resgatar a competitividade da economia brasileira e que como presidente do Conselho de Política Industrial da CNI ( Confederação Nacional da Indústria) irá atuar intensamente na defesa das políticas para reverter o quadro hoje vigente.

 

Para Rocha Loures é fundamental a correção do câmbio; a realização reforma tributária; motivar a poupança interna. “Nós precisamos da poupança nacional e criar barreiras para capitais externos”, apontou .
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