Em ofício encaminhado ao Governo do Paraná, a Associação dos Municípios do Sudoeste (Amsop) pede a sequência do processo de concessão da PRC-280. No último mês de dezembro foram realizadas duas audiências públicas para discussão dos projetos. Diante das sugestões apresentadas durante as audiências, sobretudo, para a redução dos valores a serem aplicadas nas praças de pedágio, o governador Beto Richa anunciou a suspensão dos estudos em torno do Corredor Sudoeste, para o DER (Departamento de Estradas de Rodagem) estudar as propostas.

No documento entregue pelo presidente da Amsop, o prefeito de Coronel Vivida, Frank Schiavini, ao secretário da Casa Civil, Valdir Rossoni, a entidade reivindica “a abertura do edital de concessão ainda no primeiro semestre de 2017”, diante “da importância que o Corredor Sudoeste representa para o desenvolvimento da região”.

O projeto apresentado pelo DER, prevê a instalação de seis praças de pedágio ao longo da PRC-280 – Realeza, Ampere, Francisco Beltrão, Renascença, Clevelândia e Palmas. A região de Palmas terá o trecho pedagiado.

O consórcio vencedor do processo licitatório irá gestionar a PRC-280 por 25 anos, com investimentos previstos de R$ 3,3 bilhões e deve ampliar em 40% a capacidade de tráfego da rodovia, que hoje tem fluxo médio de 7 mil veículos, sendo 20% caminhões. Entre as obras previstas estão 109 quilômetros de terceiras-faixas e intercessões em acessos a várias cidades ao longo da rodovia.

Uma das maiores preocupações é com relação ao valor da tarifa a ser praticada nas praças ao longo dos 285 quilômetros entre Realeza e Palmas. O valor limite apresentado foi de R$ 6,10.