Apesar da crise econômica e financeira que o Brasil enfrenta, a crise política é mais grave e pode ter efeitos mais devastadores, avalia o prefeito de Palmas, sul do Paraná, Hilário Andraschko (PDT). Segundo ele, o mundo já enfrentou crises na economia muito maiores e que foram superadas de forma natural, citando o exemplo dos Estados Unidos, que passou por dificuldades, mas o seu Governo contou com o apoio da população.

Porém, no Brasil a situação é diferente. Para Andraschko, diante dos inúmeros episódios de corrupção, a população brasileira já não acredita mais em seus governantes, o que coloca a situação econômica em segundo plano, diante dos escândalos na política nacional. Todas essas situações acabam afetando os municípios, que há muito tempo sofrem com a falta de apoio por parte das esferas Estadual e Federal.

Citou o exemplo da administração adotada em Palmas pós-eleições 2014, quando houve um contingenciamento nos gastos municipais, prevendo que o país enfrentaria problemas no ano pós-eleitoral. “Não paramos os investimentos, estamos com salários e contas em dia”, salienta, no entanto, reclama das obrigações impostas às administrações, como a realização de concursos públicos, além do aumento em tarifas de energia elétrica, saneamento, combustíveis e responsabilidades trabalhistas. Mas mesmo diante de uma situação não tão favorável, Andraschko afirma que o município fechará 2015 com todos os pagamento em dia e ainda com superávit em suas contas.