A Expofeira Mulher 2017 de Francisco Beltrão mostrou que dá pode melhorar a cada ano. Pela primeira vez em 10 anos que a festa é realizada no parque de exposições foi montada uma praça de alimentação na área externa do centro de eventos. E vem gente acostumada a percorrer vários quilômetros o ano inteiro para preparar lanches e bebidas aos visitantes.

O vendedor Felipe Nascimento veio de Ponta Grossa, região central do Paraná, e deixou a esposa em Londrina. Lá acontece a Expo Londrina, que também encerra neste domingo, 9. E o movimento surpreendeu o comerciante. “Foi acima do esperado, o público compareceu, apesar de ser numa quinta-feira (abertura da feira)”, disse.

Em sua barraca – a Pit Stop Alimentação – são comercializados crepes suíço (no palito) e francês (aberto), além de suco de uva, laranja, água, cerveja e refrigerantes. “Todos os nossos produtos são vistoriados pela vigilância em saúde”, explica Felipe. Conforme o vendedor, os valores da água (R$ 4), refrigerante e cerveja (R$ 5) é tabelado na praça de alimentação.

As irmãs Francielle e Gracielle de Oliveira e Salete Vargas: feira bem organizada. Foto: Darce Almeida/Acefb.
  • Compartilhe no Facebook

As irmãs Francielle e Gracielle de Oliveira e Salete Vargas: feira bem organizada. Foto: Darce Almeida/Acefb.

De Foz do Iguaçu vieram as irmãs Oliveira com a barraca Empório da Alimentação. Ali são servidos cachorro-quente a R$ 10 e R$ 13, e pastéis de vários sabores a R$ 8 e R$ 10. Gracielle e Francielle participam de várias feiras o ano todo. Perguntada sobre a receptividade dos visitantes e organização da Expofeira, Gracielle diz: “Tudo muito bem organizado, a estrutura do local é muito boa.” Sobre a expectativa de vendas, Gracielle lembra que “tem feira que dá e tem outras que não dá. Esperamos ter um bom lucro aqui em Beltrão”.

Cleomir Branger é de Cascavel e está com sua equipe na barraca da Batata-Frita. Cada porção custa entre R$ 5 e R$ 15, dependendo do tamanho da embalagem.  E onde dormem esses trabalhadores após um dia intenso de trabalho. “A gente traz nos caminhões os equipamentos pra montar a praça de alimentação; depois adaptamos eles como dormitórios. Estamos acostumados com essa vida”, ressalta o comerciante. Além da batata-frita ele e sua equipe vendem milk shake, pipoca, refrigerantes, cervejas e água.