Com temas ligados ao desenvolvimento do Sudoeste do Estado, foi realizada na noite de segunda-feira, 29 de abril, em Francisco Beltrão, a reunião mensal da Cacispar, sob o comando do presidente da coordenadoria, empresário Carlos Manfroi.

Um dos assuntos debatidos na reunião – e que promete agitar a economia regional – é a criação do “Porto do Sudoeste”. O projeto tem ganhado força entre empresários e a iniciativa pública.  Maiko Priamo, coordenador do grupo de Desenvolvimento de Aduana – Brasil e Argentina, apresentou aos participantes como deve ocorrer a implantação do Porto Seco em Santo Antônio do Sudoeste. Entre os objetivos do porto estão o de agilizar o processo de admissão de mercadorias para importação e exportação.

“Estamos há algum tempo planejando viabilizar um porto seco em nossa região, em parceria com a prefeitura de Santo Antônio, a Associação Comercial e a Codapar. As cargas poderão entrar no Brasil por qualquer outro porto de cargas, seja em Dionísio Cerqueira [Santa Catarina], Foz do Iguaçu, Guaíra ou Paranaguá, aqui no Paraná, fazendo esse desembaraço de importação em Santo Antônio”, explica Maiko. Ele conta que a Codapar já possui uma área com mais de 60 mil metros quadrados para a instalação do porto, próximo à fronteira com a Argentina.

Após estudo técnico, estima-se que o investimento inicial gire em torno de R$ 5 milhões, conforme estrutura básica solicitada pela Receita Federal. “Mesmo existindo a estrutura da Codapar, teria esse aporte para estar adaptando as instalações”, disse Maiko.

Carta de intenção aos empresários

O documento sugere o apoio das associações empresariais do Sudoeste e empresas locais para a implantação do Porto, também chamado de Estação Aduaneira do Interior (EADI). “A Cacispar disponibilizou a Carta para todos os presidentes das associações empresariais da região onde pedimos o apoio do empresariado. A partir do momento que a gente tiver o porto seco, negociações internacionais poderão ser efetivadas”, reforça Maiko.

Manfroi afirma que a entidade apoia o movimento de criação do Porto Seco, visto que é importante para o Sudoeste, para o Extremo Oeste de Santa Catarina, bem como para o Paraná. “Isso vem a ajudar a movimentação das importações”.