Por Larissa Mazaloti

 

Fonte: SESA

 

A campanha de vacinação contra o sarampo começa no dia 13 de agosto e se estende até o dia 16 de setembro em todos os municípios do Paraná. O dia “D” de vacinação acontece no dia 13 de agosto junto com a segunda etapa da campanha contra a poliomielite (paralisia infantil). A meta é imunizar 95% das crianças de um ano até seis anos completos, o que corresponde a aproximadamente de 880 mil. Contra a paralisia infantil deverão ser vacinadas mais de 729 mil crianças.

 

A vacinação nacional contra o sarampo está sendo realizada em duas fases. A primeira ocorreu em oito estados (Ceará, Pernambuco, Alagoas, Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo Rio Grande do Sul), no entanto, apenas Pernambuco e Minas Gerais atingiram a meta estipulada pelo Ministério da Saúde. “Queremos atingir a meta dentro prazo estipulado. Para isso vamos trabalhar em conjunto com os municípios”, afirmou o secretário da Saúde, Michele Caputo Neto.

 

Para o Paraná serão destinadas mais de um milhão de doses da vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, rubéola e caxumba. Todas as crianças da faixa etária prevista deverão ser vacinadas, independentemente se tiverem sido imunizadas anteriormente. As doses estarão disponíveis nas unidades de saúde de todo Paraná. Os endereços das unidades são fornecidos pelas Secretarias Municipais de Saúde.

 

“A vacinação é o meio mais efetivo para prevenir estas doenças. Para que a doses fiquem registradas, é importante que pais e responsáveis levem a carteirinha de vacinação”, ressaltou o superintendente de Vigilância em Saúde, Sezifredo Paz.

 

Segundo ele, o ideal é que as crianças menores de cinco anos recebam ainda as gotinhas da vacina Sabin, que protege conta a paralisia infantil, juntamente com a dose contra o sarampo. “As duas fases coincidiram de propósito, visto que é importante que as crianças recebam esta dupla proteção”.

 

A vacina só é contraindicada para pessoas que tiveram reações anafiláticas a doses anteriores e crianças com imunodeficiências congênitas ou adquiridas severas conhecidas (tumores sólidos ou hematológicos), tratamento com imunossupressores por tempo prolongado ou infecção sintomática pelo HIV. “Em caso de dúvida os pais ou responsáveis deverão perguntar ao médico da criança se há contraindicação ou se a vacina deverá ser adiada por tempo determinado”, explica a enfermeira do programa de Imunização, Lucia Helena Bisetto.

 

Campanha – A vacinação contra o sarampo é chamada de “campanha de seguimento” e costuma ocorrer em intervalos de três a cinco anos com o objetivo de reforçar a proteção das crianças e manter o Brasil sem transmissão disseminada do vírus. A última campanha deste tipo ocorreu em 2004.

 

Em 2011, o Ministério da Saúde confirmou 10 casos de sarampo em território nacional, sendo que todos foram relacionados a casos importados da Europa. O último caso autóctone no Brasil foi registrado em 2001.

 

Sintomas – o sarampo é uma doença aguda, altamente contagiosa, transmitida por vírus. Os sintomas mais comuns são febre, tosse seca, manchas avermelhadas, coriza e conjuntivite.

 

A transmissão ocorre de pessoa a pessoa, por meio de secreções expelidas pelo doente ao tossir, falar ou respirar. O período de transmissão varia de quatro a seis dias antes do aparecimento das machas até quatro dias após o surgimento das mesmas.

 

OUÇA O RÁDIO SAÚDE NO BLOG DO ONDA NEWS