Um grupo de alunos estão impedidos de estudar nas escolas de Palmas, sul do Paraná, pois a ponte que liga às localidades do interior onde moram até a cidade, está com a estrutura comprometida. Há três meses o ônibus escolar não chega para apanhar as crianças  que deixaram de frequentar as salas de aula.

A denúncia foi feita por um proprietário de uma fazenda relatando que somente no local são 13 crianças com idade entre 11 e 15 anos, que não conseguiram mais vir para a escola pela interdição da ponte do abarracamento sobre o Rio Chopim entre os municípios de Palmas e Coronel Domingos Soares.

Conforme contou um dos pais prejudicados, Claudinei da Silva, cobrando providências dos dois prefeitos, o ônibus do transporte escolar não está conseguindo chegar até as comunidades sob risco de cair no rio pelas péssimas condições da ponte. “Uma vez o ônibus já tombou na ponte”, relatou o proprietário de uma fazendas. Contou que já fez várias reivindicações  e relatos sobre  o problema às autoridades. “Para o interior não dão valor nenhum. Acham que em fazenda só tem que criar bicho do mato. Acham que não tem ser humanos que precisam estudar”, contou revoltado.

Vigas da ponte totalmente pobres. Foto: Miranda/RBJ
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Vigas da ponte totalmente pobres. Foto: Miranda/RBJ

Ressaltou que uma das propostas feitas é para que os pais façam  o transporte dos alunos numa distância superior a 10 quilômetros diariamente até onde chega o ônibus. Ponderou que se as administrações oferecessem ajuda,  fariam o esforço diário, mas como isso não acontece, estão tendo que ver seus filhos  ficar em casa e sem aulas. Contou que pensaram em utilizar um caminho alternativo  mesmo com aumento de trajeto em setenta quilômetros, mas o trecho está  está em péssimas condições, o que também inviabiliza toda e  qualquer transporte.

A reforma total ou construção de uma nova ponte sobre o Rio Chopim, sempre é pauta de promessas de solução, inclusive por deputados ligados ao governo do Estado. A ponte foi construída em 1971 e está há pelo menos 4 anos com problemas estruturais. Mesmo com o risco de desabar,  vem sendo precariamente  utilizada,  visto que é o único acesso viável, de uma das regiões do município,  para estudantes e todo o setor produtivo da agropecuária e da indústria madeireira de Palmas que necessita da matéria prima. Também é por essa via que os agricultores escoam suas  volumosas produções. Há pelo menos três anos a obra está na fase de projetos, inclusive junto a órgãos do Governo do Estado.