Em desdobramento da Operação Jardim Europa, deflagrada no inicio deste mês, a Promotoria de Justiça de Mangueirinha ofereceu denúncia contra 20 pessoas acusadas de crimes como organização criminosa, estelionato, falsidade ideológica, extorsão e loteamento ilegal. Dos denunciados, três estão presos preventivamente.

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“Os órgãos públicos deixaram de tomar providências”, comentou promotor sobre o caso

De acordo com o promotor de Justiça da Comarca de Mangueirinha, José de Oliveira Junior, o caso tramita no Ministério Público desde 2015, inicialmente no âmbito da seara cível, que apurava a falta de infraestrutura no loteamento Jardim Europa.

Porém, conforme relatou o promotor em entrevista à Rádio Club de Palmas, durante as investigações do caso, constatou-se a prática de diversos ilícitos, levando o Ministério Público a instaurar um Procedimento Investigatório Criminal, com oitivas de diversas vítimas da organização criminosa, que realizava a venda de lotes não registrados e terrenos hipotecados, além de transferirem mais de 50 terrenos para “laranjas” e extorquirem as vítimas, cobrando valores de R$ 2 mil a R$ 50 mil, para a devolução dos terrenos.

Segundo o promotor, na operação Jardim Europa, foram presos um ex-prefeito do município de Campo Erê, Oeste de Santa Catarina, apontado como chefe da organização, e o irmão de um vereador de Mangueirinha. Dentre os denunciados, estão um vereador do município mangueirense, além de empresários, servidor público e corretores de imóveis. No âmbito cível, a Justiça determinou o bloqueio de bens de 11 investigados, no valor total de R$ 46 milhões.

Tamanho dano causado no município de Mangueirinha ocorreu por conta da “inércia dos órgãos públicos, que deixaram de tomar as providências cabíveis, como realizar as devidas fiscalizações”, considera o promotor, salientando que o processo entra na etapa de citação dos denunciados, que terão a oportunidade de apresentar suas defesas.

Ouça a entrevista no player abaixo: