A madeira, uma das principais fontes econômicas do município de Palmas, sul do Paraná, passou a contar com política específica para o setor com a publicação no Diário Oficial da Política Agrícola Para Florestas Plantadas. O texto estabelece que serão consideradas florestas plantadas aquelas compostas predominantemente por árvores que resultam de semeadura ou plantio, cultivadas com enfoque econômico e fins comerciais, como é o caso do pinus utilizado para a fabricação das chapas de compensados e de papel e celulose pelo complexo industrial instalado no município.

O decreto presidencial determina que é o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) agora o responsável por coordenar o planejamento, a implementação e a avaliação da política. Também o órgão deverá elaborar o Plano Nacional de Desenvolvimento de Florestas Plantadas para um prazo de 10 anos.

O diretor da Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal (Apre), Carlos Mendes, comemorou o fato salientando que a notícia era muito esperada e veio em excelente hora. “Com isso, o Paraná, que já tinha conseguido a ida do setor de floresta plantada para a Secretaria de Agricultura, se sente fortalecido com a ida também a nível nacional.

A obtenção da matéria-prima tem sido um dos principais problemas enfrentados pela indústria madeireira de Palmas, sul do Paraná, que utiliza apenas madeira de florestas plantadas. As grandes áreas com pinus, por exemplo, ainda não estão em fase de corte e as que já podem ser aproveitadas não atendem demanda do setor, que segue em ritmo acelerado de produção e em franco crescimento.

Conforme o Diretor Comercial da Indústria Sudati, Fabiano Sangalli, atualmente há necessidade de transporte de matéria prima de uma distância de mais de 250 quilômetros, o que representa um aumento no custo de produção, de aproximadamente 30%.

O setor florestal é altamente significativo para a economia de Palmas, sul do Paraná, sendo responsável por volume financeiro superior a R$ 13,3 milhões de reais em 2013, somente com a comercialização de toras, tanto para a indústria madeireira quando para fabricação de celulose.

A nova política pode traz novas perspectivas ao setor madeireiro local visto que, dentre os principais objetivos da política estão o aumento da produção e a produtividade das florestas plantadas; promoção da utilização do potencial produtivo de bens e serviços econômicos das florestas plantadas; contribuir para a diminuição da pressão sobre as florestas nativas; melhorar a renda e a qualidade de vida no meio rural e estimular a integração entre produtores rurais e agroindústrias que utilizem madeira como matéria-prima.