Por Evandro Artuzi com informações do MP/PR 

A 1ª Promotoria da Comarca de Chopinzinho ingressou na última quarta-feira, 10 de agosto, com denúncia criminal por tortura contra dois policiais militares e por omissão contra um policial civil.
O Ministério Público do Paraná propôs ainda ação civil pública por ato de improbidade administrativa contra os três. São responsáveis pelo caso as promotoras de Justiça Carolina Tavares da S. Rockembach e Ivana Ostapiv Rigailo.
De acordo com o MP-PR, os policiais militares rodoviários abordaram a vítima, um caminhoneiro de 63 anos, quando este trafegava pela rodovia PR-281, próximo a Chopinzinho, com a desculpa de que o caminhão apresentava diversas irregularidades. O caminhoneiro foi obrigado a seguir com eles até o posto militar rodoviário da comarca, onde teria sido ofendido e agredido fisicamente.
Os policiais também encontraram na mochila da vítima uma arma de fogo, de uso permitido, e, diante disso, deram voz de prisão ao idoso e o conduziram para a Delegacia Policial de Chopinzinho.
Na delegacia, o caminhoneiro continuou sendo agredido, inclusive na presença de um policial civil, um escrivão de polícia, que não tomou qualquer atitude frente à tortura, por isso é acusado de omissão.
Em contato com o policial civil acusado, o mesmo disse que já conversou com o advogado da vítima para esclarecer a situação. “Em nenhum momento fui conivente ou omisso nesse caso, por isso quero esclarecer a situação. Procurei de todas as maneiras auxiliar a vítima”, disse.

Perda do cargo – Além da condenação na esfera criminal, por tortura e omissão, que pode implicar em prisão (por até 8 anos para os policiais militares e 4 anos para o civil), uma eventual condenação por improbidade, na área cível, pode levar a sanções como a perda do cargo e pagamento de multa, entre outras.
A Promotoria de Justiça também requer que aos policiais rodoviários sejam aplicadas algumas medidas cautelares, como o comparecimento mensal em juízo, para informar e justificar atividades, a proibição de manter qualquer tipo de contato com a vítima, a proibição de se ausentar da comarca e o recolhimento domiciliar no período noturno.