A Polícia Civil de Pato Branco, em parceria com o Ministério Público, reuniu a imprensa regional na 5ª SDP (Subdivisão Policial) na manhã desta sexta-feira (20). O motivo foi apresentar uma prestação de contas referente a “Operação Hígia” deflagrada em setembro de 2018.

A operação investiga possíveis irregularidades em licitações da prefeitura de Pato Branco. Na data em que foi deflagrada, a operação resultou na detenção de várias pessoas suspeitas, entre elas um vereador e um secretário municipal. Passados seis meses, surgiram boatos que a investigação tinha sido encerrada por conta de intervenções politicas junto a Sesp (Secretaria de Segurança Pública). Por conta disso, os delegados e promotores envolvidos na investigação reuniram a imprensa e informaram que a investigação em nenhum momento foi paralisada.

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Delegado Nilmar Manfrin, um dos responsáveis pela investigação da Operação Hígia. Foto: Evandro Artuzi/RBJ

Conforme o delegado Nilmar Manfrin, a operação resultou em oito inquéritos policiais, dos quais dois já foram concluídos e estão sendo encaminhados ao Ministério Público. O delegado disse que estão sendo investigados crimes nas esferas cível e criminal, por isso da demora. Segundo ele, a Polícia Civil tem milhares de documentos a serem analisados, além das muitas horas de gravação e mais de cem mil e-mails para apurar. A investigação, segundo ele, foi originada a partir de uma denúncia de que um processo licitatório estaria sofrendo alterações em benefício de servidores públicos e alguns empresários do município. A fraude seria de R$ 128 mil, entretanto a polícia afirma que essa é apenas uma ponta do iceberg, por isso requer um trabalhado detalhado e análise minuciosa.

Os promotores Ivana Ostapiv Rigailo e Vitorio Alves Junior acompanham todo o trabalho da Polícia Civil e fizeram questão de participar da coletiva. Ambos ressaltam que dinheiro público deve ser gasto com transparência e, em hipótese alguma, será tolerado qualquer prejuízo ao erário público. “Quem rouba um real, rouba um milhão e isso não pode, dinheiro público precisa ser administrado com seriedade”, disse a promotora Ivânia. Ela ainda lembrou que se os elementos apresentados pela polícia tiverem embasamento imediatamente dará o encaminhamento para que os agentes públicos envolvidos sejam responsabilizados por ato de improbidade administrativa, cuja pena é a perda da função pública, suspensão de direitos políticos, ressarcimento aos cofres públicos, entre outros.

O delegado chefe da 5ª SDP, Getúlio de Morais Vargas, lembra que a investigação está sob sigilo, por isso alguns detalhes não podem ser revelados, assim como a divulgação de gravações feitas durante as diligências para apurar ao fatos.