Marli Cavalheiro Risso está presa e, se condenada, pode pegar cem anos de prisão pelos crimes. Foto: Arquivo familiar
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Marli Cavalheiro Risso está presa e, se condenada, pode pegar cem anos de prisão pelos crimes. Foto: Arquivo familiar

A Polícia Civil concluiu, semana passada, o inquérito policial que apurou o assassinato de, pelo menos, três recém-nascidos nas cidades de Salto do Lontra e Nova Prata do Iguaçu, no sudoeste do Estado, entre os anos de 2010 e 2016.

Os crimes foram cometidos pela mãe das crianças, Marli Cavalheiro Risso, que foi presa depois que a polícia tomou conhecimento do último crime, cometido  no dia 30 de dezembro de 2016. Dois dias depois de ter o filho, Marli matou o bebê asfixiado e jogou dentro de uma fossa nos fundos de sua residência em Salto do Lontra. Detida, ela confessou o crime e revelou ter feito o mesmo com outro filho, em 2013. Além disso, a policia constatou no decorrer da investigação que a mãe teria assassinado outra criança em 2010 na cidade de Nova Prata do Iguaçu.

De acordo com o delegado Ricardo Faria dos Santos, adjunto da 19ª SDP (Subdivisão Policial de Francisco Beltrão), que coordenou a investigação, a polícia teve acesso aos prontuários médicos relacionados aos três casos, os quais apontam que crianças nasceram vivas. No entanto, a mãe nega que tenha feito o mesmo em 2010.

Ricardo Faria dos Santos, delegado adjunto da 19ª SDP, e responsável pelo inquérito policial. Foto: Arquivo RBJ
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Ricardo Faria dos Santos, delegado adjunto da 19ª SDP, e responsável pelo inquérito policial. Foto: Arquivo RBJ

No depoimento, disse à polícia que não lembra sequer da gestação. “Ela declarou que nunca esteve grávida em 2010, mas conseguimos comprovar por meio do prontuário, inclusive do pré-natal feito, o que nos dá absoluta certeza que ela cometeu o primeiro crime naquele ano”, adiantou.

Laudecir Aguiar – popular “Bilo”. foi cúmplice da mulher e está foragido. Foto: Arquivo familiar
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Laudecir Aguiar – popular “Bilo”. foi cúmplice da mulher e está foragido. Foto: Arquivo familiar

Ainda durante o processo de investigação ficou comprovada a participação do marido, Laudecir Aguiar – popular “Bilo”. Era ele o responsável por ocultar os cadáveres. Laudecir teve a prisão decretada pela justiça, mas não foi encontrado pela Polícia Civil. “Fizemos diligências a semana toda. Estivemos em Dois Vizinhos e São Jorge D’ Oeste, possíveis paradeiros dele, mas não tivemos êxito em encontra-lo, portanto ele é considerado foragido da justiça”, revelou o delegado.

Marli foi autuado por homicídio triplamente qualificado (motivo fútil, asfixia e impossibilidade de defesa das vítimas). A pena para esse tipo de crime, segundo o delegado, varia de 12 a 30 anos com agravante da ocultação de cadáver, cuja pena varia entre um e três anos. Considerado que são três crimes, a pena em caso de condenação pode passar de 100 anos de prisão. Marli permanece presa à disposição da justiça. Por questões de segurança, a Polícia Civil removeu ela de Salto do Lontra para outra delegacia da região.