Por conta do Março Lilás, a Polícia Militar da 2º Companhia apresentou nesta sexta-feira(20)um levantamento das ocorrências atendidas via 190 de casos de violência contra a mulher em Palmas, sul do Paraná. Em 2015, a média é de um registro ao dia nos dois primeiros meses do ano.

No relatório divulgado pela subcomandante, Aspirante Serpe, em 2014 foram lavrados 253 boletins, um pouco abaixo dos 294 do ano anterior. No primeiro bimestre deste ano foram contabilizados 54 boletins, contra 29 do mesmo período em 2014.

Conforme Serpe, por si só as estatísticas mostram que o quadro da violência contra a mulher em Palmas nas dimensões física, psicológica, sexual e patrimonial é bastante preocupante. Avaliou que a situação é ainda pior, vez que, que há o que chamou de cifra negra, que são os casos que não chegam ao conhecimento dos órgãos de segurança e de proteção às vítimas.

Explicou que gradativamente tem aumentado a busca pela denúncia e representação aos agressores também em função da  a mudança da lei, que agora permite que todo cidadão possa denunciar os casos violência, sem a necessidade de que isto seja feito pela vítima em sí.

Na última semana o promotor de Justiça da Comarca, Juliano Marcondes Paganini, já havia igualmente avaliado que a situação de violência em Palmas é endêmica e cultural. Citou que semanalmente ocorrem entre duas e três prisões em flagrante de homens sob suspeita de violência, agressão e ofensa e em média outras duas detenções por violação de medidas protetivas à mulher.