Realizado na primeira semana de setembro, o Plebiscito Popular por uma Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político, movimentou vários municípios em todo o país, em busca da adesão de, no mínimo, 10% do eleitorado brasileiro, para que o projeto da reforma política comece a ser discutido no Congresso Nacional.

"É importante que se mexam nos interesses dos deputados e senadores", aponta Rossetto
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“É importante que se mexam nos interesses dos deputados e senadores”, aponta Rossetto

Segundo um dos coordenadores do movimento na região sudoeste do Paraná, Eurides Rossetto, nos municípios de Palmas, Mariópolis, Itapejara D’Oeste e Pato Branco, cerca de 9,2 mil pessoas votaram à favor da reforma política, um resultado positivo, na avaliação do organizador.

Ressaltou que no próximo dia 21, serão divulgados os resultados nacionais da votação e a partir daí, a população deve começar a cobrar ações por parte do Poder Legislativo. “A reforma política vai ter que ser arrancada do Congresso Nacional, porque o Congresso já demonstrou por várias vezes que não quer a reforma.”, considerou Rossetto.

O objetivo central do movimento é a convocação de uma assembleia e que os membros sejam escolhidos pelo povo, de forma suprapartidária, e que as mudanças no sistema político brasileiro sejam discutidas por esses agentes, sem a participação de deputados e senadores.

Dentro da constituinte, pontos como financiamentos de campanhas, reeleição, tempo de mandatos deverão ser discutidos. “Os eleitos representam muito mais as empresas do que o povo. Outro ponto, porque um senador fica 8 anos? Porque cada estado tem 3 senadores? (…) Então são vários assuntos que vão fundo no Congresso.”, apontou Rossetto.

Questionado sobre a politização do movimento, organizado em pleno ano eleitoral e sobre a possibilidade de abrir brechas para outras alterações na Constituição brasileira, além da reforma política, Rossetto enfatizou que o movimento é fruto das manifestações que tomaram as ruas no ano passado e que o mesmo é conduzido de forma apolítica. Sobre a forma de se organizar a constituinte, frisou que a questão é estritamente jurídica e já está sendo discutida por advogados adeptos do movimento. Informou que a orientação nacional é de que os comitês aguardem a apuração dos votos e a realização do fórum das entidades participantes, para que sejam definidas as próximas etapas do movimento.

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