por Ivan Cezar Fochzato

 

 Um laboratório, com sede em Dourados no Mato Grosso, está desenvolvendo nesta terça-feira (03), em Palmas, Paraná, um trabalho inovador de coleta de material genético em fêmeas da raça Caracu, pertencentes a produtores do Núcleo Sul Brasil dos criadores. O sistema é o mais avançado na área da biotecnologia da reprodução de bovinos. Os óvulos são retirados através de um sistema de aspiração e posteriormente encaminhados a um laboratório onde serão fecundados in vitro com o sêmem escolhido pelo produtor.

 

 

Em explicação ao repórter da Rádiio Club AM,  Alencar Pereira,  o médico veterinário do Laboratório Origens, Wilson Bishop, destacou que  a nova sistemática permite que, por exemplo, a partir de uma fêmea gerar de trinta a quarenta bezerros ao ano. Salientou que a técnica ocorre sem indução de hormônios e sem qualquer prejuízo à estrutura física do animal, sendo um procedimento extremamente seguro. Os óvulos são armazenados em temperatura de 38 graus e conduzidos até o laboratório podendo permanecer por oito dias sem congelamento. Ouça explicação técnica

 

O presidente do Núcleo Sul Brasil dos Criadores da Raça Caracu, Kiko Pagliosa, explicou que a nova sistema biotecnológico que está sendo procedida em Palmas, faz parte de um projeto de melhoramento genético da raça Caracu. Salientou que foram selecionadas as melhores fêmeas dos planteis dos produtores do Núcleo Sul Brasil, da Associação Brasileira dos Criadores da Raça Caracu, cuja sede nacional é Palmas.

Está acompanhando o trabalho no Parque de Exposições Pé Vermelho, o pesquisador mexicano Luiz Armando Dávila, ligado ao setor de pesquisas em fertilização in vitro da Universidade da Flórida, nos Estados Unidos. Conforme o veterinário, veio ao Brasil, especialmente a Palmas, conhecer o aspecto prático da nova tecnologia, para posterior aplicação em seu país de origem. Destacou ainda que poderá estar levando todas as informações sobre o Caracu, o que permitirá inclusive a abertura de mercado para a raça em seu pais.