O desenvolvimento de uma região está ligado diretamente com um foco econômico prioritário, que tradicionalmente é ativado por meio de uma cadeia produtiva, ou por fortes investimentos público e privado. A região Sudoeste busca ampliar ainda mais  suas atividades econômicas, apostando em uma ou mais das 6  cadeias identificadas como propulsivas, que são: Agroalimentar proteína animal: Aves, Suíno e Leite; Agroalimentar proteína vegetal e outros; Artigos Metálicos de Uso Doméstico; Madeira e Móveis, Têxtil e Vestuário e TIC – Tecnologia da Informação e Comunicação que estão em plena ação na região.

São essas cadeias produtivas propulsivas que o Plano de Desenvolvimento Regional Integrado (PDRI) está trabalhando para poder contribuir com sua maior ampliação e oportunizar uma série de benefícios para a região. Depois de encomendar um estudo detalhado, agora a governança do PDRI está focada no desenvolvimento do plano operacional que detalhará as ações a serem implementadas visando atacar os gargalos identificados em cada uma das seis cadeias.

Nesta perspectiva na reunião de setembro do PDRI, realizada na última terça-feira (6) no auditório da Agência integrantes do Grupo Técnico responsável para coordenar as ações das cadeias informaram sobre a decisão do Grupo quanto a realização de amplo debate regional sobre o resultados do estudo das cadeias. Fizeram as explanações o professor da UTFPR Dois Vizinhos Sérgio Kuhn, com apoio do consultor do Sebrae Jonas Pagno.

Pagno falou sobre os exemplos de cadeias propulsivas em outras regiões. Foto de divulgação
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Pagno falou sobre os exemplos de cadeias propulsivas em outras regiões. Foto de divulgação

Debate regional

Com base no que dizem os principais teóricos sobre o desenvolvimento regional, o relatório sobre o estudo das cadeias propulsivas foi interpretado, levando em conta ainda o que diz a Fiep sobre a realidade produtiva. Kuhn relatou sua avaliação, apresentou os dados e questiona sobre o caminho que comunidade regional pode fazer suas apostas.

A resposta deve sair de um seminário aberto a participação da comunidade regional  que ficou pré-agendado para dia 10 de novembro, a partir das 19h na Amsop, com participação de lideranças, pesquisadores, fornecedores e demais apoiadores. “A região Oeste do Paraná trabalha a cadeia propulsiva da carne de frango, que envolve o milho, a soja e avicultura. Nós temos que buscar a nossa”, comenta Kuhn.

Boneti salienta que “o Sudoeste está buscando o seu caminho. O pessoal das outras regiões tem o seu jeito. Nós temos que encontrar nosso jeito. O seminário será um passo importante para isso”, salientou Boneti. O Grupo Técnico das cadeias propulsivas do PDRI possui 14 integrantes da governança, que mantém frequentes reuniões.

Queijo colonial

Na reunião mensal também teve apresentação do integrante da governança Diego Gheller (funcionário do MAPA) que abordou o assunto queijo colonial. Este, um subproduto dentro da cadeia produtiva agroalimentar de proteína animal, que, segundo Gheller, corre o risco de desaparecer na região. “Temos dois desafios que caminham em paralelo que temos que avançar para não perdermos esse produto. Um é a questão da regulamentação, que avançou bem em outros Estados, e outra é a questão sanitária. Por isso vamos convocar profissionais da região para nos auxiliar no debate e proposições de ações”, frisou Gheller.

Contou ainda das informações obtidas em Joinville(SC) no início do mês passado quando um grupo de 19 pessoas do Sudoeste estiveram em um workshop sobre queijo colonial. O compartilhamento dessas informações e o que pode ser feito na região são a pauta de um encontro que foi agendado para o próximo dia 16, a partir das 9h na Assesoar em Francisco Beltrão. Estão sendo convocados representantes de instituições de ensino, entidades, associações, órgãos de estado e lideranças para debater o futuro do queijo colonial.

Meios de mídia

Durante a reunião do PDRI ainda foram discutidos temas envolvendo questões sobre água, pedágio, aviação e desenvolvimento turístico. Também foi frisado a ampliação de comunicação e interação com a sociedade regional por meio das páginas na internet e