Após a interrupção dos trabalhos da Patrulha do Campo do Consórcio Intermunicipal Portal do Pinhão, que iniciou a recuperação de estradas do interior do município de Palmas, sul do Paraná, no mês de setembro, moradores do interior e produtores rurais questionaram a atitude do Governo Estadual, que só autorizou o retorno dos serviços após o dia 05 de janeiro.

Na última semana, o RBJ procurou a diretoria da Companhia de Desenvolvimento Agropecuário do Paraná – Codapar –, responsável pela supervisão do serviço, que justificou que já estava prevista a pausa nos trabalhos das patrulhas, para uma avaliação dos serviços já realizados e um replanejamento de ações, para o próximo ano. Porém, não se esperava uma parada tão repentina. A Companhia informou que serão realizadas reuniões com todos os consórcios participantes do programa, para que não haja prejuízo aos municípios, que, ao exemplo de Palmas, que foi o último contemplado, já efetuaram o pagamento, mas ainda não puderam concluir os serviços.

Por sua vez, a Secretaria de Estado de Infraestrutura, por meio de nota, informou que as atividades da Patrulha do Campo ficarão suspensas até o dia 5 de janeiro. A Secretaria alegou que a suspensão atende pedidos das próprias prefeituras que, normalmente, nos meses de novembro e dezembro diminuem ou paralisam as atividades.

Porém, em entrevista à Rádio Club, o secretário de Agricultura, Norberto Ortigara, reconheceu que o governo do Paraná passa por problemas em suas finanças. “Pedimos desculpas e a compreensão dos prefeitos e da comunidade. Dificuldades financeiras.”, justificou. Por estar no último ano da gestão, o Executivo deve cumprir com uma série de requisitos, dentro da Lei de Responsabilidade Fiscal.

Informou que o Governo Estadual, através da pasta da Agricultura está adquirindo nove patrulhas próprias. As trinta patrulhas em operação atualmente, são alugadas e as prefeituras contam com os serviços através de consórcios. Palmas, por exemplo, faz parte do consórcio Portal do Pinhão. O município já pagou mais já pagou mais de 90% do consórcio. Além disso, é o Poder Executivo municipal que paga o combustível, alojamento e alimentação para a equipe de funcionários, enquanto a patrulha estiver atuando no município. O Estado suspendeu os serviços, visto que os pagamentos feitos à empresa locadora do maquinário, são determinados a partir do número de horas trabalhadas.

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