O Ministério da Agricultura (Mapa) em parceria com o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), lançou nesta semana o programa Leite Saudável, que investirá até 2019, R$ 387 milhões visando melhorar a competitividade do setor lácteo e promover a ascensão social de 80 mil produtores dos cinco maiores produtores de leite do país – Goiás, Minas Gerais, Rio Grande do Sul,  Santa Catarina e Paraná.

Dentre as ações do programa estão o aumento na renda das famílias, melhorias na produtividade e na qualidade do leite e ampliação dos mercados interno e externo. Para isso, serão trabalhados sete eixos: assistência técnica gerencial, melhoramento genético, política agrícola, sanidade animal, qualidade do leite, marco regulatório e ampliação de mercados.

Serão oferecidos cursos técnicos e de gestão, além de treinamento para transportadores e técnicos dos laticínios. Além disso, os produtores receberão visitas mensais de técnicos, que farão supervisão das propriedades e elaborarão um cronograma de capacitação voltado ao trabalhador da cadeia de leite.

Para elevação dos índices de produtividade do rebanho leiteiro, o Mapa e o Sebrae selecionarão agricultores com potencial de adotar práticas de melhoramento genético, ampliando em 30% a 40% o uso de inseminação artificial. O programa também fornecerá embriões geneticamente melhorados a 2.400 propriedades.Os produtores também contarão com linhas de acesso a crédito facilitado e de juros subsidiados para potencializar a produção.

A fim de ampliar a produtividade dos rebanhos, o Ministério intensificará o Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e da Tuberculose Animal. Sem as doenças, o país também vai ampliar o acesso aos principais mercados importadores e reduzir os casos de transmissão a humanos.

O Ministério irá promover atualizações e adequações à legislação do setor, para garantir a qualidade do produto, diminuir custos na produção e gerar renda. Serão regulamentados também procedimentos, instalações e equipamentos exigidos para as pequenas agroindústrias, através de alterações no Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Anima l (Riispoa).

Um dos focos do programa é a abertura do mercado internacional para o leite brasileiro, triplicando as exportações, principalmente para mercados como China e Rússia. A seleção dos produtores participantes do programa inicia no dia 15 de outubro. Os selecionados terão de atender a critérios técnicos, como produzir ao menos 50 litros de leite por dia, e apresentar estrutura mínima para receber assistência técnica, cursos de gestão e pacote tecnológico.