Em pouco tempo, o Paraná deverá se tornar o 2º maior produtor do leite do Brasil, ficando atrás apenas do Estado de Minas Gerais. A informação é do Secretário de Agricultura do Estado, Norberto Ortigara, em entrevista à Rádio Club de Palmas, sul do Paraná, na última semana.

Segundo ele, o Estado avança em qualidade e produtividade, agregado à Aliança Láctea Sul-Brasileira, parceria entre os Estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, tendo como objetivo trocar experiências e identificar ações para a melhoria na qualidade e produção leiteira na região (Saiba mais). De acordo com Ortigara, a produção dos três estados sulistas equivale à mesma da Argentina. O sudoeste do Paraná ultrapassa 1 bilhão de litros produzidos ao ano. “Estamos investindo, estamos fortalecendo a cadeia leiteira do sudoeste, fazendo unidades de referência em todos os municípios, capacitando técnicos e produtores”, pontuou.

"O PR tem 115 mil produtores, produzindo 4,5 bilhões de litros por ano", destacou Ortigara
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“O PR tem 115 mil produtores, produzindo 4,5 bilhões de litros por ano”, destacou Ortigara

Frisou que a produção leiteira, bem conduzida, aumenta a renda dos agricultores e alimenta também a cadeia agroindustrial, com a fabricação de derivados. Reforçou que as equipes técnicas da secretaria têm trabalhado no auxílio aos produtores, a fim de evitar que o Paraná registre casos de contaminação e fraude no leite, como foram registrados em Santa Catarina e no Rio Grande. “Obviamente que tem que ser bem conduzido, com boa alimentação, boa sanidade, boa genética, boas práticas de produção, para que o leite seja leite, de fato”,disse.

Sobre a Aliança Láctea, explicou que não há duração para o acordo. “Somos um território praticamente idêntico. Não temos um prazo de duração. A gente quer avançar em várias frentes: na tributação, na qualidade do leite, no desempenho dos animais, na genética”, salientou, destacando a participação dos sindicatos de produtores, cooperativas, federações e agroindústrias, para a ampliação da assistência técnica, fornecimento de implementos e melhoramento genético do rebanho sulino. No primeiro ano do projeto, os trabalhos estão sendo comandados pelo Paraná. Conforme Ortigara, as ações serão executadas de forma conjunta, respeitando as particularidades de cada região.