No ano passado, a estação meteorológica do IAPAR (Instituto Agronômico do Paraná) do município de Palmas, sul do Paraná, registrou 2,4 mil mm de chuva, um dos maiores índices do Estado. Em média, choveram 201,1 mm por mês.

As regiões oeste, sudoeste, centro-sul e sul do Paraná registraram os maiores índices de precipitação do último ano. No entanto, mesmo com um grande acumulado de chuvas, o Estado prepara um plano de segurança hídrica, a fim de evitar desabastecimentos futuros, assim como os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, por exemplo, estão enfrentando.

O foco dessas políticas públicas é a perfuração de 150 poços artesianos em localidades com dificuldades de acesso a água. Maquinário próprio, adquirido pelo Instituto Águas Paraná no ano passado, deve realizar as obras.  De acordo com o jornal Gazeta do Povo, a operação deve consumir R$ 60 mil ao mês – mas os trabalhos só devem começar depois que o governo estadual voltar a ter dinheiro para investir. O trabalho será concentrado em comunidades rurais. Paralelamente, o órgão prepara, em parceria com a Agência Nacional de Águas (ANA), um diagnóstico dos potenciais casos de estresse hídrico no estado.

Além do exemplo da falta de água em outros estados, um fator bastante contundente pode servir também para a conscientização dos paranaenses, sobre o controle no consumo da água. A partir do próximo mês, a tarifa da sofrerá um reajuste de 6,5%. Para junho, outro aumento, de 6%, está programado.

Outro ponto que também serve de alerta é o preço da energia, o que representa mais de 10% do custo da água. Sem energia, não é possível operar as estações de tratamento ou bombear a água até as unidades consumidoras. Só para lembrar, a energia tem aumentado acima da inflação e com a falta de chuvas em certas regiões, usinas hidrelétricas estão produzindo menos, o que obrigou o Governo a acionar as usinas termelétricas.

Especialistas preveem alta de até 53% na energia elétrica e que o valor pago a mais será, sim, repassado para a tarifa de água. Nessa situação, o ideal seria que a população já buscasse formas de se adaptar, gastando menos água e luz.