Durante audiência pública realizada na última semana, entrou em discussão a construção de um novo centro administrativo para o município de Palmas, sul do Paraná. A ação já faz parte dos objetivos e metas do setor de urbanismo para o próximo ano.

A questão foi levantada pelo contabilista do município, Ezequiel Goulart, que demonstrou a série de gastos que a administração municipal acumula em virtude da descentralização dos serviços municipais. Segundo Goulart, a estrutura atual não comporta as necessidades de comunicação, armazenamento e processamento de dados, dentre outros aspectos que afetam a eficiência do serviço público.

Contabilista Ezequiel Goulart
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Contabilista Ezequiel Goulart

Conforme ele, o setor contábil realizou uma série de cálculos e projeções em que se constatou a viabilidade da construção de uma nova prefeitura, com estrutura adequada à demanda existente. “É economicamente viável que se construa essa nova sede (…) porque com a estrutura descentralizada da forma que se encontra hoje, o custo-benefício (da construção) será muito baixo.”, apontou.

Ressaltou que centralizando a parte administrativa de todos os setores, o município economizará, por exemplo, na manutenção de equipamentos e veículos, reduzirá gastos com combustível, telefonia e pessoal, além da agilidade na movimentação de dados. “Com base em toda essa perspectiva, nós colocamos como um dos itens do planejamento, com a ideia de se fazer um projeto e a partir daí, buscar recursos nas outras esferas de Governo para que seja possível essa construção.”, destacou Goulart.

 

Entretanto, a administração municipal ainda enfrenta uma questão que se desenrola à décadas nos tribunais. O terreno ocupado pela prefeitura, ainda não foi totalmente pago ao proprietário, mesmo que o município tenha a documentação de posse. Nos anos 1970, quando da desapropriação do terreno, as partes não chegaram à um acordo final sobre os valores a serem pagos pelo município.

A prefeitura, na época, efetuou o pagamento, mas o então proprietário, não satisfeito, entrou na Justiça para reaver o montante que deveria ser pago e até hoje, a causa não chegou à uma conciliação.