Um grupo de moradores invadiu mais de vinte casas em dois conjuntos habitacionais do projeto “Minha Casa Minha Vida” em Palmas, sul do Paraná. As unidades ainda estão em fase de conclusão. Prefeitura e empresa responsável pelo projeto reúnem materiais para ações que visem a reintegração de posses.

Conforme a Diretora do Departamento de Administração Fundiária, Karina Camargo Martins Lorenzetti, num dos conjuntos administrados pela prefeitura, houve a invasão de pelo menos cinco casas de um conjunto de 15 unidades. As moradias estão ainda em fase de construção, estando sem janelas e muitas até mesmo sem as coberturas.

As primeiras invasões ocorreram ainda na segunda-feira, sendo que as famílias foram notificadas a deixarem o local, antes da ação de reintegração. Na noite de ontem (01) outra invasão ocorreu em 20 unidades de um conjunto de 127 casas, que estão sob responsabilidade da construtora G. Ferdinandi, contratada pelo governo federal para a execução das obras. Conforme ela. a empresa já foi informada da situação e deve tomar as providências necessárias.

Explicou que tanto um quanto outro conjuntos estão com obras paralisadas por questões administrativas. Uma nova licitação já foi procedida para a continuidade das obras de responsabilidade do município. Para as outras a empresa já estaria resolvendo suas pendências para finalizá-las.

Avaliou que com as invasões todo o cronograma de entrega das casas as famílias cadastradas e selecionadas ficará comprometido. Revelou que muitas pessoas que invadiram os locais, já teriam sido beneficiadas com moradias e acabaram vendendo os imóveis. Todos os invasores estão sendo identificados e caso estejam na espera por moradias terão seus nomes excluídos da lista de futuros beneficiários. “Aqueles que já ganharam casas e estão promovendo as invasões, já tiveram seus nomes repassados para o sistema que os impedirá de novos benefícios”, alertou.

A advogada pediu que os ocupantes deixem os locais o mais breve possível, ao mesmo tempo, que os moradores a serem beneficiados e os que já estão morando nas casas com obras concluídas ajudem a fiscalizar para que todo o processo ocorra de forma harmônica e venha beneficiar aqueles que realmente merecem de um espaço digno para viver.