Em 14 anos, Palmas, sul do Paraná, desmatou mais de 3,4 mil hectares (ha) de mata nativa. É o que aponta levantamento da Fundação SOS Mata Atlântica, divulgado nesta quarta-feira (11). Segundo os dados, da área total do município, de 156,7 mil ha, restam 39,8 mil de área natural. Entre 2000 e 2014, Palmas foi o terceiro município do Estado que mais desmatou, atrás de outros dois municípios do sul paranaense.

O líder em desmatamento é Bituruna, com mais de 5,5 mil ha derrubados. Em âmbito nacional, o município aparece na sexta posição. Em segundo no Estado está Coronel Domingos Soares, que de uma área total de 157,4 mil ha, desmatou 4,6 mil ha nos últimos 14 anos e tem apenas 39 mil ha de vegetação natural restante. Na lista também aparece General Carneiro, com mais de 2,6 mil ha desmatados.

Historicamente, o sul do Paraná é marcado pelo seu perfil madeireiro, além da derrubada de florestas para a expansão de pastagens, lavouras e também para a produção de carvão vegetal.

Os 10 maiores desmatadores do Paraná

1º Bituruna – 5.538 ha

2º Cel. Domingos Soares – 4.677 ha

3º Palmas – 3.486 ha

4º General Carneiro – 2.683 ha

5º Prudentópolis – 2.519 ha

6º Telêmaco Borba – 1.269 ha

7º Ortigueira – 1.139 ha

8º Castro – 1.043 ha

9º Guarapuava – 937 ha

10º União da Vitória – 888 ha

Segundo a ONG SOS Mata Atlântica, o Paraná já esteve em situação mais grave em relação aos índices de desmatamento, mas atualmente, com a vigência da Lei da Mata Atlântica e do Código Florestal, as taxas de desmate estão caindo. O estudo verificou a situação de 3,4 mil municípios brasileiros que têm áreas de Mata Atlântica. O monitoramento é feito há quase 30 anos pela ONG por meio de tecnologia de sensoriamento remoto e geoprocessamento.