Um debate sobre a Exploração do Gás de Xisto será realizada na próxima segunda-feira(20), às 16h00, na Câmara de Vereadores de Palmas, sul do Paraná, pela Coordenação Regional contra o Fracking Sudoeste. O objetivo é discutir  riscos, ameaças e consequências do método para o meio ambiente.

O método consiste no faturamento hidráulico de rochas e a utilização de produtos químicos, altamente danosos à saúde humana, ocasionando a contaminação das fontes de água subterrâneas. Especialistas aponta que cada poço de fracking utiliza de 7 a 15 milhões de litros de água com mais de 600 produtos tóxicos, que causariam danos à saúde, como câncer e infertilidade da terra.

No Paraná, foi aprovada e sancionada uma Lei que que proíbe por 10 anos a exploração do gás de xisto. O Estado é  o primeiro do país a se posicionar contrário. Além de proibir o licenciamento do método fracking, o projeto de autoria dos deputados estaduais Rasca Rodrigues (PV), Schiavinato (PP), Fernando Scanavaca (PDT), Marcio Nunes (PSD), Marcio Pacheco (PPL), Guto Silva (PSD) e Cristina Silvestri (PPS), prevê ainda que, ao final do prazo de 10 anos, às empresas exploradoras deverão oferecer sete requisitos mínimos para iniciar qualquer perfuração.

No Sudoeste do Paraná  estão envolvidos no debate e com posicionamentos contrário,  a Associação dos Municípios (Amsop), Associação das Câmaras (Acamsop) Associação de Estudos Orientação e Assistência Rural (Assesoar), Território, Fórum das Entidades, Emater, Defesa civil, Diocese de Palmas/Francisco Beltrão, dentre entre outras lideranças políticas, religiosas e da sociedade civil. Saiba mais