O município de Palmas, sul do Paraná, ocupou as manchetes estaduais na última semana, ao ser palco de uma troca de corpos. Na ocasião, a família da aposentada Vidalvina Brizola Ribeiro, 78, passou parte da noite de ontem e madrugada de hoje velando o corpo de outra pessoa. Relembre.

O fato gerou repercussão em todo a região, por ser um fato inusitado, entretanto, essa não foi a primeira vez que Palmas protagonizou acontecimentos envolvendo pessoas que já se foram e continuaram gerando discussão.

Um episódio ocorrido na década de 1960, retratado pelo historiador José de Araújo Bauer (In Memorian) em uma de suas inúmeras obras, conta a história de um funeral diferente. Um funeral sem defunto.

POR: José de Araújo Bauer

UM FUNERAL SIMULADO

 Lá pelos anos de 1960, deu-se aqui em Palmas um enterro simulado, isto é, um funeral sem defunto, pois ao invés de pessoa no interior da urna fúnebre, lá estavam apenas um xaxim e algumas pedras, estas para formalizar o peso normal de uma pessoa.

O motivo desse acontecimento anormal foi o desencontro de um casal do interior que não podendo mais conviver resolveu desquitar-se e depois de algum tempo passado o ex-esposo, vivendo já fora do lar, resolveu  aproveitar-se de um seguro de vida feito tempos atrás e que beneficiara qualquer um dos cônjuges.

Então o ex-esposo idealizou a morte de sua esposa a fim de receber o seguro, para o que adquiriu um caixão mortuário e no seu interior colocou um xaxim e algumas pedras para completar o peso. Isto feito, conduziu o simulado enterro em uma caminhonete até a cidade de Palmas , levando diretamente ao cemitério local e como foi exigido o atestado de óbito ao dar entrada nesse Campo Santo, então o responsável, ou seja o marido, conseguiu com um médico seu conhecido o ATESTADO MÉDICO DE ÓBITO, assinado sem mesmo ver a morta, dando crédito às palavras do seu declarante. Com isso, pôde-se levar a termo o plano diabólico.

Com a cerimônia de enterro realizando-se normalmente, conta-se que algumas pessoas presentes até pediram para que fosse aberto o caixão, pois desejavam ver a falecida, o que lhes foi negado, dizendo tratar-se de uma doença muito contagiosa e que o médico proibia de abrí-lo para evitar contágio.

Depois, com o atestado de óbito em mãos, dirigiu-se ao agente de seguros providenciando os papéis necessários ao seu recebimento.

Enquanto o processo tramitava o seu curso normal e já com bastante possibilidade de êxito, casualmente apareceu a pretensa morta aqui na cidade causando um verdadeiro espanto e até pânico em muitas pessoas suas conhecidas que ao vê-la diziam não acreditar no que viam já que há pouco tempo haviam comparecido a seu enterro.

Com esse acontecimento inesperado espalhou-se a notícia e o seguro cancelou imediatamente o processo em andamento, levando-o ao conhecimento da polícia, que saiu à procurado arquitetador desse ato ainda nunca visto em nossa região , mas este, avisado por amigos, evadiu-se para lugar ignorado.

Diante disso a polícia e demais autoridades dirigiram-se até o cemitério e, abrindo o túmulo, constataram que realmente lá só existia um xaxim e pedras e não uma pessoa.

Esta é mais uma história verídica que Palmas registra.

 

A história do morto que viajou de ônibus

Outra história que também chamou a atenção da população palmense e tomou conta das rodas de conversa, foi de um cidadão palmense que, já falecido, viajou de ônibus para Curitiba (PR).

O fato ocorreu em 2012, quando, através de um laudo técnico, foi autorizado o repasse de uma passagem de ida e volta para a capital, para a pessoa que já estava morta, através do através do Departamento de Ação Social do município. O falecido, foi e voltou com acompanhante, gerando questionamentos na população.

Teria sido Palmas, palco de um episódio sobrenatural? Sobrenatural ou não, foi encaminhada denúncia ao Ministério Público para investigar “o caso do outro mundo”.