Atenta e preocupada com essa realidade, a Administração Municipal de Marmeleiro, por meio do Departamento de Assistência Social, com apoio do Conselho Municipal da Criança e Adolescente e do Conselho Tutelar, realizou na última quinta-feira, 13, um Encontro para marcar o dia 12 de Junho-Dia Nacional de Combate ao Trabalho Infantil. Foi realizada a palestra: Trabalho Infantil: Criança não deve trabalhar, infância é para sonhar, ministrada pela professora, psicopedagoga e mestre em Educação, Gisele Pimentel.

“Nosso objetivo, cada vez mais é possibilitarmos ações que retirem as crianças e adolescentes menores de 16 anos do trabalho precoce, salvo na condição do aprendiz, a partir de 14 anos, e essa é nossa busca, por um futuro melhor de nossas crianças”, reforçou a Diretora de Assistência Social, Célia de Oliveira.

Ao todo, 160 pessoas entre crianças, adolescentes, pais e professores participaram da ação em Marmeleiro.  No período da manhã, o evento foi realizado no Centro de Capacitação de Professores e reuniu estudantes, entre 12 e 15 anos do Colégio Estadual de Marmeleiro e do Telmo Octavio Muller, e também crianças e adolescentes do Centro de Convivência da Assistência Social. Durante a tarde, a palestra foi apresentada na Escola Municipal Souza Naves, no Alto São Mateus.
No Brasil é considerado trabalho infantil aquele realizado por crianças ou adolescentes com idade inferior a 16 anos (exceto na condição de menor aprendiz em que a idade mínima é de 14 anos).  Segundo o Mapa do Trabalho Infantil disponibilizado pela rede Peteca- Chega de trabalho infantil, o Paraná tem cerca de 157.693 pessoas ocupadas entre 5 e 17 anos de idade.

A palestrante abordou a importância das ações pela Erradicação do Trabalho Infantil, as ações da Rede de Proteção à infância, compostas pelos órgãos que atendem crianças e adolescentes em diversas situações e também falou sobre os mitos e verdades a respeito do assunto. Com experiência no enfrentamento à violência contra crianças e adolescentes, Gisele atua na área da educação e “acredita na força da juventude para vencer os obstáculos que a vida nos propõe, principalmente com a  Educação, como um instrumento de superação e resignificação dos sujeitos” .

Com grande interatividade, a professora Gisele convidou as crianças e adolescentes para compartilharem seus sonhos para daqui a 10 anos e os levou a refletirem sobre as situações que impossibilitam de alcançarem seus sonhos. Ela ressaltou que, “o trabalho infantil é ilegal e impede que vivenciem a infância e adolescência de forma saudável, e ele não limita apenas o acesso à escola, mas também distancia esses cidadãos de uma condição digna de relacionar-se com o mundo do trabalho”.

Ela lembrou que no Brasil, é considerado trabalho infantil aquele realizado por crianças ou adolescentes com idade inferior a 16 anos ( exceto na condição de menor aprendiz  em que a idade mínima é de 14 anos) e que o país  tem reduzido os índices de crianças e adolescentes expostos ao trabalho infantil, no entanto, “é necessário reafirmar esse compromisso enquanto sociedade”.

 

Da assessoria.