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Delegado Valderez Scalco (19ª SDP), fernando Zamoner (Ampére) e investigador Rudinei Becker (responsável pela investigação) deram detalhes da operação durante entrevista coletiva. Foto: Monique Sfoggia/Rede Massa

Uma grande operação da Polícia Civil foi realizada na manhã desta sexta-feira (15) na região de Francisco Beltrão, com objetivo de coibir o tráfico de drogas. Cerca de 80 policiais civis lotados nas subdivisões de Francisco Beltrão, Pato Branco, Cascavel, na Denarc, núcleo de operações com cães e ainda o Serviço de Inteligência da Polícia Militar cumpriram 30 mandados judiciais nas cidades de Ampére, Santa Izabel do Oeste e Realeza.

Foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão e 12 de prisão preventiva, expedidos pelo Poder Judiciário da Comarca de Ampére. A “Operação DE Wallen”, como foi chamada, é resultado de quase um ano de investigação da Polícia Civil de Ampére, cujo objetivo principal é o combate ao tráfico de drogas e outros delitos relacionados como, receptação, furtos, roubos e outros crimes contra a pessoa.

O nome da operação é uma referência ao “Red Line District”, de Amsterdã, pois no início das investigações foi apurado que alguns investigados mantinham um imóvel no centro de Ampére apenas para fomentar o comércio e consumo de drogas. O local seria uma espécie de “coffeeshop” ilegal, sendo usando ainda para o acesso à prostituição.

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Policiais receberam as instruções da operação durante a madrugada. Foto: Polícia Civil

De acordo com o delegado de Ampére, Fernando Zamoner, a operação resultou na apreensão de maconha, crack, cocaína, LSD, ecstasy, dinheiro, armas, munições e na prisão de 16 pessoas, das quais 11 em flagrante delito. O delegado afirma que, mesmo com as prisões e apreensões, a investigação ainda não está concluída. A Polícia Civil vai dar prosseguimento nos trabalhos, que contam com aval e acompanhamento do Ministério Público e do Poder Judiciário da Comarca.

Durante entrevista coletiva na sede da 19ª SDP, em Francisco Beltrão, o delegado explicou que a droga vinha de várias regiões, inclusive da Argentina e de Curitiba, até Ampére e posteriormente era vendida aos usuários, alguns recebiam em casa.

Fotos: Julio Cezar Alves/Rádio Ampére e Polícia Civil