A Polícia Civil de Pato Branco, no sudoeste do Estado, apresentou na tarde desta terça-feira (16) o resultado da “Operação Centopeia” desencadeada nas primeiras horas do dia nas cidades de Pato Branco e Mariópolis (PR) e São Lourenço D’ Oeste e Campo Erê (SC), quando foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão e sete mandados de prisão preventiva, expedidos pelo Poder Judiciário da Comarca de Pato Branco.

Na ocasião foram presas sete pessoas, quatro homens e três mulheres, os quais pertencem a uma organização criminosa envolvida no furto de dois caminhões carregados com mercadorias, fato registrado no pátio de uma transportadora de Pato Branco na madrugada do dia 21 de maio.

Conforme o delegado Niomar Manfrin, que coordenou a investigação, um dos caminhões com parte da carga foi localizado abandonado na PR 280, em Renascença, no mesmo dia do furto. O outro veículo foi localizado no dia seguinte em São Lourenço D’ Oeste (SC), completamente vazio. A partir de então as investigações tiveram início. Uma pessoa foi detida e confessou ter participado do furto, bem como informou onde estava o restante das mercadorias, avaliadas em cerca de R$ 75 mil. São pares de calçados, eletroeletrônicos, fogões a gás, televisores de várias mercas e modelos, brinquedos, utensílios de cozinha, entre outros. A maior parte desses produtos foram encontrados numa residência em Campo Erê (SC), onde três prisões foram realizadas durante a operação.

Com um dos presos também foram apreendidas munições e cerca de R$ 40 mil em espécie, cuja origem não foi explicada. Em Pato Branco foi presa uma pessoa, três em Mariópolis e uma foi detida em São Lourenço D’ Oeste (SC), mas acabou sendo liberada após pagamento de fiança, pois responde pelo crime de receptação.

Conforme o delegado Manfrin, o chefe da quadrilha seria um ex-funcionário da empresa transportadora. O nome dos presos não foi revelado, mas todos permanecem recolhidos junto a carceragem temporária da 5ª de Pato Branco. As investigações ainda não foram encerradas e novas prisões podem acontecer.

A Polícia Civil tem agora um prazo de 10 dias para concluir o inquérito policial e remete-lo a justiça. A operação que desmantelou a quadrilha contou com apoio de policiais civis da Denarc – Divisão Estadual de Narcóticos e policiais civis de Santa Catarina, que auxiliaram no cumprimento dos mandados judiciais.

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