A Jornada Mundial da Juventude nasceu pela iniciativa do Beato João Paulo II, com o objetivo de “fazer da pessoa de Jesus Cristo o centro da fé e da vida de cada jovem”.

A primeira JMJ aconteceu em 1985 em Roma, e a partir desta a Cruz tornou-se seu principal símbolo e passou a acompanhar as Jornadas, como meio de preparação para este grande acontecimento, com uma mensagem sublime: entusiasmar nossa juventude pelo seguimento de Jesus! A partir de então, esta Cruz ficou conhecida como Cruz Peregrina, Cruz dos Jovens ou Cruz das JMJ. O Ícone de Nossa Senhora, que passou a acompanhar a Cruz a partir de 2003, serve para lembrar aos jovens, que sintam a presença da Mãe de Jesus junto a eles. Nossa Senhora não é o centro da História da Salvação, mas por vontade de Deus está no centro da nossa história como mãe auxiliadora.

A Cruz é um dos maiores símbolos do cristianismo, no entanto, teve sua origem no Oriente, como instrumento de castigo, suplício, tortura e morte. Os persas a usaram como forma de castigo e pena capital. Entre os gregos foi pouco usada, mas muito utilizada pelos cartaginenses e romanos. Era uma punição cruel e temida, aplicada a escravos e pessoas da pior qualidade, como assassinos, ladrões, conspiradores, revoltosos e perturbadores da ordem pública.

No Novo Testamento encontram-se várias citações sobre a cruz, dado este que não aparece no Antigo Testamento. No Novo Testamento encontramos que foi na Cruz e através da Cruz, que Jesus, num gesto supremo de humilhação e de rebaixamento, realizou a nossa salvação. Predisse sua morte na cruz por três vezes, e a cruz tornou-se o momento culminante de sua vida, expressão máxima de seu amor. Para o Evangelista João, a Cruz é o grande momento, a grande “hora” de Jesus. A Cruz é o lugar da “exaltação” de Jesus, e todos os que o olharem serão salvos.

Já a Cruz como símbolo da fé cristã, e símbolo do cristão, difundiu-se com o cristianismo. O sinal da Cruz foi adquirindo entre os cristãos, um sinal espiritual, teologal; a maldição e a loucura da cruz transformam-se em glória e salvação, em poder de Deus. Entre o povo cristão, consolidou-se o costume e foi absorvido pela liturgia, professando a fé trinitária e invocando as três pessoas divinas, ao mesmo tempo em que se traça o sinal-da-cruz. A Cruz, como símbolo da fé, expressão de piedade e compaixão e também como objeto de veneração, enriquecem a liturgia e a simbologia cristã.

Através da Cruz, Jesus redimiu a humanidade, com sacrifício, ela tornou-se sinal de salvação, de vida e redenção para todos aqueles que creem em seu nome e na eficácia de seu sacrifício, como cordeiro pascal, pelos nossos pecados.

Conviver com suas debilidades, aceitando-as e transformando-as, num mundo que prima pela eficiência e perfeição, requer mergulharmos no sentido e compreensão da Cruz a partir de Jesus. O Papa Bento XVI, assim escreve: “A cruz dá ao ser humano a coragem de aceitar-se assim como se experimenta, de aceitar-se com tudo contra o qual vive protestando com o que não consegue conviver e lidar. Aceitar a Cruz de Cristo significa realizar uma profunda conversão no modo de se relacionar com Deus”.

O Papa João Paulo II escrevia aos Jovens em 2004: “Meus queridos jovens, na conclusão do Ano Santo, eu confio a vocês o sinal deste Ano Jubilar: a Cruz de Cristo! Carreguem-na pelo mundo como um símbolo do amor de Cristo pela humanidade, e anunciem a todos que somente na morte e ressurreição de Cristo podemos encontrar a salvação e a redenção”.