Nesta semana Pato Branco e Francisco Beltrão vão sediar Audiências Públicas para debater a implantação do pedágio no corredor Sudoeste, trecho entre Palmas e Realeza. O assunto divide opiniões entre usuários e o governo, principalmente quando se fala do valor a ser cobrado em cada praça.

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O Deputado Estadual Nelson Luersen (PDT) está acompanhando os debates e reconhece a péssima qualidade da via.  “A rodovia mais importante da nossa região. Sei que está em difícil condição de tráfego, muito ruim. Passo semanalmente e a gente sabe que ela precisa de uma recuperação profunda, ou seja, de Realeza até Palmas. O governo tem feito tapa buraco, consertado, mas não tem sido suficiente”.

Luersen conhece a fundo a situação dos pedágios do Paraná. Desde 2012, quando protocolou na Assembleia Legislativa um projeto para criar a CPI do Pedágio, projeto esse colocado em prática somente em 2013, ele percebe a preocupação da população quando o assunto entra na discussão. “O meu medo é que tenhamos um isolamento, se tivermos uma taxa muito alta. Outro detalhe, esses caminhões que passam pela região advindos do oeste, centro-oeste brasileiro vão deixar de vir, porque pedágio por pedágio, eles vão pagar na 277. Temos muitos empregos gerados em oficinas mecânicas, posto de gasolina, borracharia, restaurante e assim por diante, por isso temos que analisar”.

Nesta quarta-feira (07) começa a rodada de audiências. Organizado pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER) a primeira será em Pato Branco na Câmara de Vereadores a partir das 16 horas. Na quinta-feira (08) é a vez de Francisco Beltrão. Será na sede da Associação dos Municípios do Sudoeste (AMSOP), às 09 horas. Na oportunidade serão apresentados estudos elaborados pelo Consórcio Caminhos do Sudoeste para concessão.

“Essas audiências públicas serão importantes para chamar o setor produtivo, discutir e se for o caso de ter um pedágio que seja de manutenção, num bom preço que não frustre a economia da região sudoeste”, frisa Luersen.

 

 

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