Durante a sua recitação do Angelus de ontem o Papa destacou que o fim dos tempos não virá até que sejão derrotados todos os inimigos de Jesus.

O tempo da “segunda vinda de Jesus Cristo”, após a encarnação, não é conhecido, mas será o retorno “glorioso no fim dos tempos”.

A Encarnação do verbo e o fim dos tempos, explicou o Papa, são dois momentos complexos para a compreensão racional “pois são cronologicamente distante, e não nos é dado saber quanto”. Na sua probundidade estes dois temas se tocam, porque com sua morte e ressurreição, Jesus já realizou aquela transformação do homem e do cosmos que é o objetivo final da criação. Mas, sublinhou o Papa, antes de chegar o fim, “é necessário que todos os seus inimigos sejam colocados debaixo de seus pés”.

Se trata do plano de “salvação de Deus, que está sempre em ação” e que ” requer continuamente a nossa colaboração, e a Igreja, que é como a noiva, a prometida esposa do Cordeiro de Deus crucificado e ressuscitado (cf. Ap 21,9), em comunhão com o seu Senhor colabora nesta vinda do Senhor, que está começando o seu retorno glorioso”.

O Papa concluiu o Ângelus invocando a ajuda da Virgem para orientar os cristãos “para que o Deus que vem não nos encontre distraídos ou fechados, mas possa, em cada um de nós, espalhar um pouco do seu reino de amor, justiça e de paz “. Mas a ninguem é dado conhecer o dia e a hora, e ela pertence só a Deus.

Maria observou Bento XV, “encarna perfeitamente o espírito do Advento , pela escuta de Deus, e no desejo profundo de cumprir a sua vontade, na alegria e no serviço ao próximo”.