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(Imagem Ilustrativa)

O chimarrão é uma bebida consumida em todo o país, mas predominantemente no Sul pelo clima mais frio, uma herança deixada pelas culturas indígenas. Segundo o último levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) feito em 2014, sobre a concentração da produção de erva-mate, 16,4% da produção está encontrada em Santa Catarina, 37,4% no Paraná e 45,8% no Rio Grande do Sul, que segue como maior produtor de mate do país.

A nutricionista Dirce Opolski, comenta que a bebida traz grandes benefícios, pois é um estimulante da atividade física e mental. “O chimarrão é benéfico especialmente para quem faz exercício físico, existem estudos que demonstram que o chimarrão ajuda a recuperar o músculo das dores porque teria então uma ação anti-inflamatória”, comenta.

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Nutricionista Dirce Oposki (Foto: Juliana Raddi)

Os índices de câncer de esôfago, causados por queimadura são grandes entre os apreciadores do chimarrão. Desse modo, o indicado é o preparo com a água em torno de 70°, assim o chimarrão é capaz de extrair princípios ativos da erva, que conserva algumas vitaminas como A, B, C e a vitamina E. Vale destacar que a bebida não altera a fertilidade assim como ocorre com a ingestão de café.

Segundo Dirce ele também contribui para baixar o colesterol pelos seus princípios ativos, “levando em conta que muitas vezes as pessoas substituem uma refeição pelo chimarrão, de certa forma isso reduz a ingestão calórica” e por isso o chimarrão é muito utilizado como estratégia para tirar a fome, “funciona para emagrecimento, o fato é que às vezes as pessoas tomam por longo tempo e esses efeitos acabam sendo minimizados”, esclarece.

Entre os aspectos negativos, a nutricionista destaca que a bebida também tem cafeína e pessoas sensíveis, podem desenvolver palpitação, tremedeiras, sensação de fraqueza com a ingestão por causa dessa estimulação, “em pessoas muito magras, ele acaba favorecendo a quebra da gordura, então é interessante que não substitua uma refeição pelo chimarrão”, comenta.

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A bebida ainda é contraindicada para quem sofre de insônia, úlcera, gastrite ou mesmo intestino irritável, “ele ativa a produção do ácido clorídrico no estômago e com isso ativa o processo de gastrite, piora úlcera, piora a ferida”, esclarece a nutricionista. Porém essa estimulação é benéfica para pessoas saudáveis pois possibilita uma digestão melhor. As restrições seguem para diabéticos que devem sempre fazer uso de erva sem açúcar; mulheres que estão amamentando e pessoas que têm tendência a anemia, porque ele quebra a absorção do ferro que é um mineral importante.

Para quem não conta com nenhuma das restrições, a dose ideal seria duas ou três cuias em média duas ou três vezes ao dia. Dirce esclarece que quem aprecia chimarrão e está com uma doença transmissível, como gripe, dor garganta, hepatite, deve evitar o compartilhamento da bebida, preservando os companheiros de uma contaminação, “isso é muito elegante não é nenhuma afronta, não é uma desfeita recusar uma cuia de chimarrão nesse caso”.

Confira o áudio na íntegra: