Mudanças na linha pedagógica, reforço escolar e participação dos pais. Essas foram as principais estratégias adotadas pelas 31 escolas paranaenses que atendem alunos em regiões de alta vulnerabilidade social, mas que obtiveram desempenho acima da média no último Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), de 2011. As instituições foram mapeadas pela Fundação Lemann e compõem um quadro de 215 unidades educacionais que nadaram contra a maré para oferecer uma educação de qualidade aos seus estudantes.

O destaque foi para Foz do Iguaçu que teve 15 escolas das 31 unidades selecionadas pelo estudo no Paraná. Entre as 15 primeiras, o Sudoeste colocou 4 escolas: Vitorino (Escola Menino Jesus),  Ampére ( Escola Leopoldo de Witt), Realeza (Escola 24 de Junho) e Francisco Beltrão (Escola Higino Pires).

 A diretora da escola Higino Pires, décima quinta colocada, onde estão matriculados para 2014 um numero de 405 alunos, a receita para o feito envolveu um trabalho conjunto realizado por professores, fonoaudiólogos, coordenadores e assistentes sociais para aproximar os pais da escola. Muitos desses pais trabalhavam na informalidade ou muitas vezes estes pais são de um núcleo familiar desestruturado, e as crianças faltavam às aulas. Foi um trabalho cansativo, mas que agora apresenta resultados positivos, conta a diretora Valdenice Maria da Silva Setti.

O Paraná foi o segundo estado com a maior quantidade de escolas no quadro levantado pela Fundação Lemann, atrás apenas de Minas Gerais – com 109 instituições na lista. O perfil socioeconômico foi estabelecido pela fundação de acordo com os questionários respondidos pelos estudantes durante a Prova Brasil e as unidades selecionadas tiveram de apresentar evolução nos últimos três Ideb e, na avaliação de 2011, nota superior a 6 – patamar este esperado pelo governo brasileiro para todas as escolas a partir de 2022.

Confira abaixo a entrevista com a diretora e a coordenadora pedagógica da Escola Higino Pires: