“Na casa da nona tem um desses”, diz o aluno enquanto aponta para um debulhador de milho da década de 1950. O equipamento, que nos dias de hoje foi substituído pelas colheitadeiras, era utilizado para separar os grãos de milho do sabugo e atualmente, apesar de pouco usual, ainda desperta a imaginação das dos mais jovens, durante as visitas orientadas ao Museu da Colonização, na Expobel.

O aluno Luidi Macarin, de 11 anos, gostou do que viu durante a visita e até chegou a sugerir que a época da colonização fosse melhor que os ‘tempos modernos’.  “Era bem mais legal de mexer e trabalhar com aquelas ferramentas”, disse ele, que viu no espaço alguns objetos como a plantadeira manual, esmeril e a máquina de escrever. “A gente aprende bastante coisa”, completou Lucas Xavier, de oito.

Todos os objetos fazem parte do acervo municipal, do Departamento de Cultura, e foram doados pela população. Neste ano, o espaço está recebendo a exposição ‘O mundo do Trabalho’, do Museu Paranaense, que mostra diferentes formas de trabalho através de painéis, assimilados pelos visitantes com as ferramentas do acervo. “Os painéis mostram o trabalho de mulheres, escravos, indígenas, ofícios e outros, que a gente busca incrementar com os objetos que temos em nosso acervo”, explica a assistente Katiane Kuyawski.

A exposição comemora os dez anos do Museu da Colonização de Francisco Beltrão, montado na chamada “casa de costaneiras” construída ainda na década de 40 para abrigar os administradores da extinta Cango. Além dos objetos, a casa em si é uma atração, com arquitetura diferenciada e um cômodo inspirado em Santos Dumont – com portas da estatura do inventor do avião e a famosa escada com espaço para passagem dos pés.