A Assembleia Legislativa aprovou, por unanimidade na segunda-feira (1º), requerimento do deputado Nereu Moura destacando os 100 anos do Sudoeste do Paraná, data que será tema da décima edição do Francisco Beltrão de Literatura. “Este tradicional concurso busca incentivar a produção literária, valorizar e descobrir novos talentos desta região tão importante do nosso Estado”, afirma o parlamentar, que é líder da bancada do PMDB.

A área atual do Sudoeste foi definida em um entendimento no dia 20 de outubro de 1916, entre Paraná e Santa Catarina. O acordo estabeleceu como divisa o divisor de águas da Serra da Fartura, ficando a bacia do rio Uruguai (margem direita) para Santa Catarina e a bacia do rio Iguaçu (margem esquerda) para o Paraná.

Historicamente, a região onde hoje se situa o Sudoeste, que abrange 42 municípios, foi conflito de várias disputas. A principal em fins do século XIX, com a chamada Questão de Palmas, em que, com base no Tratado de Madri, a Argentina reivindicava a posse do território pretendendo estabelecer suas fronteiras com o Brasil pelos rios Chapecó e Chopim.

A questão foi decidida em 1895, após decisão do então presidente estadunidense Grover Cleveland, que arbitrou favoravelmente ao Brasil. Na época, o Paraná se estendia até o rio Uruguai e fazia divisa com o Rio Grande do Sul, mas o território de 48 mil quilômetros quadrados, que estava sob litígio e hoje compreende o Oeste catarinense e Sudoeste paranaense, foi dividido entre os dois estados, dando origem às atuais delimitações geográficas de Paraná e Santa Catarina.

Literatura

De acordo com Nereu Moura, o Francisco Beltrão de Literatura este ano vai distribuir R$ 10 mil em prêmios. O concurso é para contos e poesias tema livre e específico, mas a maior premiação será destinada aos autores que escreverem sobre o Sudoeste, sob qualquer enfoque ou período, neste primeiro século de história.

O período de inscrições de trabalhos prossegue até o dia 24 de agosto e o anúncio dos ganhadores será feito no dia 25 de setembro. A expectativa é de que neste ano o concurso mantenha a quantidade de inscrições da última edição, em 2013, que teve 541 trabalhos concorrendo.

O coordenador do certame, jornalista Ivo Pegoraro, presidente do Centro de Letras de Francisco Beltrão, enfatizou que em dez anos o concurso contribuiu na formação de novos talentos da literatura regional e também no resgate histórico local. São esperadas inscrições de autores do Brasil e do exterior.