O Governo do Paraná, através da SESA/SVS/CEST, em parceria com a Comissão Estadual do Benzeno (CEST, SRT/MTE, CEREST-Curitiba, CEREST Macro Leste, Sinpospetro-Pr, REPAR, SIX, Transpetro, Petrobras), com o apoio do PROCON-PR, MPT/PRT 9ª Região, Sindi-combustíveis, Polícias Rodoviária Estadual e Federal; realizará no período de 26 de fevereiro a 5 de março do corrente ano uma Campanha Educativa junto aos motoristas, com o objetivo de promover a redução à exposição profissional ao Benzeno.

A campanha “Completar o tanque só até o automático” foi discutida e aprovada pela Comissão Estadual do Benzeno Paraná por entender a importância dos riscos causados pela exposição do benzeno, e tem por objetivo orientar a população,os proprietários e os trabalhadores dos postos de combustíveis sobre os riscos causados pelo benzeno, ocasionando sérios danos à saúde do trabalhador, ao meio ambiente e ao automóvel.

Hoje em dia não podemos falar de BENZENO sem falarmos na grande diversidade industrial em que ele é utilizado e na enorme preocupação que isto representa sob o ponto de vista da saúde dos trabalhadores que processam direta ou indiretamente esta substância.

Segundo levantamento realizado pelo Ministério do Trabalho-MTb, no Brasil em 1993, são mais de 3000 casos de Benzenismo (síndrome decorrente da ação do Benzeno sobre o sistema nervoso central, hematopoiético, imunológico, genético e outros).

 A gravidade da exposição ao Benzeno já é consenso mundial por ser comprovadamente uma substância carcinogênica (capaz de causar câncer), tumores, leucemias e também provocar alterações hematológicas importantes como é a leucopenia.

A  leucopenia via de regra acarreta a redução dos leucócitos que são os responsáveis pela defesa do organismo e é um indicativo de exposição crônica ao Benzeno. Outra problemática é o risco causado ao meio ambiente provocado pelo derramamento do  combustível excedente do tanque no solo e sua evaporação no ar.

 Também não podendo excluir o  dano causado ao veículo quando abastecer o tanque do automóvel “até a boca”, pois este  combustível excedente é armazenado no CÂNISTER, dispositivo feito para absorver vapores gerados do combustível durante o processo de abastecimento, quando o CANISTER entra em contato como o combustível na forma líquida, ocasiona a degradação do filtro de carvão ativado.

Essas partículas degradadas serão depositadas no motor do veículo, acarretando falhas de funcionamentos do motor, risco de queimar a bomba de combustível, avarias na pintura, desperdício e cheiro forte de combustível dentro do veículo.