Vice-prefeito e secretário municipal de Planejamento, Antonio Pedron acompanhou mais uma reunião de núcleo na Acefb. Foto de divulgação
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Vice-prefeito e secretário municipal de Planejamento, Antonio Pedron acompanhou mais uma reunião de núcleo na Acefb. Foto de divulgação

Foi bem produtiva a reunião quinzenal do Núcleo de Arquitetos e Urbanistas (Nudearq) da Associação Empresarial de Francisco Beltrão (Acefb) na manhã desta quinta-feira, 3 de março, na Acefb. Participaram o secretário de Obras e Urbanismo, Itamir Montemezzo, diretor do Instituto de Planejamento Urbano, Dalcy Salvatti, vice-prefeito e secretário de Planejamento, Antonio Pedron e Gustavo Savio, da Copel.

Foram elencados diversos assuntos, entre eles os recuos prediais em construções no Município e embargo de obras irregulares. “A gurizada do Nudearq nos demandou reinvindicações pertinentes ao melhoramento de Francisco Beltrão. São várias coisas que precisamos pensar dentro da administração municipal. Os arquitetos têm boas ideias de fiscalização de obras e nós vamos continuar essa parceria”, diz Itamir.

Sobre embargo de obras no Município, Itamir informa que existem várias construções ‘suspensas’ pela Prefeitura por não estarem dentro das normas previstas no Plano Diretor do Município. “Faz 60 dias que assumimos a pasta de urbanismo e temos o conhecimento de obras que foram embargadas, mas que infelizmente os proprietários continuam construindo as mesmas obras. Os motivos para o embargo são vários, fora de alinhamento, desobediência do recuo frontal obrigatório de cinco metros para iniciar uma construção. A gente vai lá com a fiscalização e tem apenas três [metros] de área respeitada. É ilegal. Têm aquelas construções com medidas diferentes das que estão no projeto. No Brasil as coisas demoram um pouco para serem solucionadas, mas a prefeitura está analisando essas questões”, lamenta Itamir.

À direita, Itamir Montemezzo (secretaria de Obras e Urbanismo) ouve reivindicações dos arquitetos. Crédito: Darce Almeida/Acefb.
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À direita, Itamir Montemezzo (secretaria de Obras e Urbanismo) ouve reivindicações dos arquitetos. Crédito: Darce Almeida/Acefb.

O arquiteto Arthur Cantelmo, coordenador do Nudearq, apontou para um caso que chamou bastante a atenção de moradores de Beltrão. Em janeiro deste ano, um jovem pintor que trabalhava em um prédio localizado na Rua Antonio Marcelo, esquina com Curitiba, Bairro Luther King, sofreu descarga elétrica de 19 mil volts, vindo a falecer no hospital após alguns dias do acidente de trabalho. Ele tocou o cabo de ferro que sustentava a brocha de pintura num fio de alta tensão.  “Tratamos com a Copel sobre os recuos prediais em edificações, as relações das construções novas e antigas e a proximidade com a rede elétrica. O estopim da discussão se deu após a morte deste homem. Conversamos pra ver o que pode ser melhorado para aumentar a segurança desses trabalhadores. Outro assunto é a questão de fiscalização em obras irregulares, a criação de uma ouvidoria para que se possam denunciar esses casos, obras sem projetos e alvarás com autorização para execução, e valorizar nossa profissão.”

Para Arthur, é inviável uma pessoa construir um imóvel sem, no mínimo, um projeto arquitetônico e estrutural.  Até porque tanto a prefeitura quanto os órgãos de financiamento não liberam a documentação sem essa parte legal. “A gente trabalha anualmente com a população em busca da conscientização para que se entenda que o arquiteto não está ali apenas para fazer a beleza do projeto, mas para informar que a pessoa pode economizar na obra”, observa Arthur.

Prioridades

Em uma secretaria de urbanismo como a de Francisco Beltrão, maior município do Sudoeste do Paraná com mais de 86 mil habitantes, a demanda de serviços é grande. “Nós pegamos a prefeitura quase parada. Começamos a fazer a operação tapa buracos em ruas de Beltrão na sexta-feira [24]. Queremos continuar com os trabalhos de limpeza com roçadas, melhorar as entradas da cidade com sinalizações viárias. Não tem que haver obras de impacto, a secretaria tem que fazer a cidade funcionar”, acredita Itamir.