No prazo de trinta dias deverá ser estar concluído relatório a ser elaborado a partir de informações e documentos recolhidos junto ao setor contábil da Câmara de Vereadores de Palmas, sul do Paraná, na última quarta-feira(26), por promotores de Justiça da Comarca e auditores do Ministério Pùblico.

O trabalho foi realizado a partir de um mandado de busca e apreensão expedido pelo Poder Judiciário como parte de uma investigação sobre supostas irregularidades no pagamento de despesas – sem a realização de empenhos -, no período de janeiro a março de 2014.

Conforme o promotor Davi Kerber de Aguiar os documentos foram encaminhados para uma  auditoria do Ministério Público e a promotoria aguarda resultado para eventual apresentação de ação por ato de improbidade administrativa.

O trabalho de levantamento dos documentos foi iniciado das 09h30 às 18h00, sem que tivesse ocorrido interrupção dos trabalhos normais da Câmara de Vereadores.

Conforme o promotor, foram feitas cópias de todos documentos para não atrapalhar as sequência dos trabalhos contábeis da Câmara, não sendo necessário nem mesmo retirar os computadores do local, visto que todos os materiais solicitados foram prontamente cedidos pelos responsáveis pelo setor contábil. 

Explicou que as investigações iniciaram a partir de informações publicadas no Portal da Transparência do Poder Legislativo de Palmas e de denúncias encaminhadas ao órgão. “Foi verificado que haviam divergências nas informações sobre pagamentos realizados pela Câmara de Palmas e a partir dos indícios da existência de irregularidades foi solicitado ao Poder Judiciário a autorização para o recolhimento de documentos para averiguar adequadamente se houve ou não prática ilícita”, destacou o promotor.