A proposta de criação da Região Metropolitana (RM), de Pato Branco esteve na pauta de discussões do Movimento Palmas Desenvolvida na noite desta terça-feira (17) no Auditório da Associação Comercial e Empresarial de Palmas.  O objetivo do seminário foi compreender de forma técnica, a proposta de criação da referida região e a integração de Palmas neste contexto, conforme o projeto de Lei que já tramita nas respectivas comissões da Assembleia Legislativa do Paraná.

O evento contou com a presença, como facilitador das discussões, do arquiteto Dalcy Salvati, de Francisco Beltrão, que tem se dedicado aos estudos em torno destas novas configurações regionais que estão sendo instituídas em todo o Paraná.  Segundo ele, a Região Metropolitana (RM), foi criada em 1973 no Brasil para atender os aspectos urbanos das grandes metrópoles.  Na visão de Salvatti, o projeto apresentado pelo Deputado Guto Silva (PSC) choca-se com o que de fato é a proposta de Região Metropolitana. Na sua avaliação foi apenas uma decisão política e não técnica, defendendo interesses particulares e não coletivo.

O seminário contou com a presença de lideranças da microrregião de Palmas, empresários, acadêmicos e interessados no assunto. Segundo o coordenador do Movimento Palmas Desenvolvida, Ademilson Nazário Mensor, o encontro serviu para esclarecer duvidas sobre o que é de fato Região Metropolitana.

Durante o Seminário foi discutido a possibilidade de ser criada a Região Metropolitana de Palmas, composta pelos municípios de Clevelândia, Honório Serpa, Mangueirinha, Coronel Domingo Soares e Palmas.  Mensor destacou em entrevista ao RBJ que uma comissão foi montada para articular junto aos prefeitos desses municípios a viabilidade de ser criada a Região Metropolitana de Palmas.

O prefeito Álvaro Valério (PSDB) de Clevelândia se mostrou contrário em pertencer à região metropolitana de Pato Branco e já iniciou uma mobilização politica para se criar a Região Metropolitana de Palmas.