por Ivan Cezar Fochzato
 

Cortando o Brasil de Sul a Norte a BR 163 é hoje uma das mais extensas rodovias do País. Com seu início no Rio Grande do Sul ela se estende até a fronteira do estado do Pará, na cidade de Acotipá, divisa com o Suriname.
Mas, entre seus tantos quilômetros existem trechos excessivamente perigosos e entre eles nas regiões do Oeste de Santa Catarina e no Paraná.

 

Parte da rodovia já está sendo conhecida como Rodovia da Morte, no trecho entre a BR 277 (Oeste do Paraná) e o município de Realeza (Sudoeste), onde recebe todo o fluxo todo de veículos que vem desde o Paraguai (Foz do Iguaçu e Guairá) até transportadores e automóveis que fazem o trajeto entre as regiões Norte/Centro-Oeste e Sul do Brasil, além dos motoristas que buscam outros caminhos para o não pagamento das altas taxas de pedágios na BR 277.

 

Todos se acumulam nesses menos de cem quilômetros que é um trecho com um traçado mal feito para o número de veículos que transitam hoje nesses locais. Faz parte ainda da má qualidade da estrada a falta de conservação desse trecho pelo governo do Paraná (que era até então responsável pela manutenção desse trecho dessa estrada).Com esses agravantes, o número de mortes e acidentes cresce a cada ano.

 

De fevereiro de 2010, até inicio desta primeira quinzena de janeiro de 2011, foi registrado os números assustadores, um aumento de 214%, nas mortes na BR 163, sem contar o numero de buracos ao longo da rodovia , no trecho entre Capanema a barracão, motoristas driblam as crateras , colocando em risco a sua vida e a vida de terceiros.Em tentativa de consulta ao DNIT, até o presente momento não recebemos nenhuma resposta ainda do inicio de obras de recuperação da rodovia.

Transpor esse trajeto é um risco constante que exige dos motoristas uma atenção redobrada devido ao número de veículos e as más conservações dessa estrada. Alguns fatores são responsáveis pela precariedade da pista, entre eles uma manutenção sem a devida qualidade e que acontece sempre nas épocas de eleições, ou seja, um recapeamento “eleitoreiro”. E também, ao grande número de caminhões que trafegam com peso acima do limite, em épocas que a balança deixa de pesar.

 

As informações são da Rádio Pérola/Edinei Oldoni