Em meio à efervescência da disputa eleitoral, no dia 13 de agosto de 2014, em um acidente aéreo na cidade de Santos, litoral de São Paulo, falecia o candidato à presidência da República, Eduardo Campos (PSB-PE). O jato em que estava o político que iria para um evento na cidade santista, caiu, a cerca de sete quadras da praia. Não houve sobreviventes. Segundo a Aeronáutica, estavam no avião, além de Campos, os assessores Pedro Valadares e Carlos Percol, o fotógrafo Alexandre da Silva, o cinegrafista Marcelo Lira e os pilotos Geraldo da Cunha e Marcos Martins.

O Comando da Aeronáutica informou, por nota, que o avião, modelo Cessna 560XL, prefixo PR-AFA, caiu às 10h daquela quarta-feira. “A aeronave decolou do Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, com destino ao aeroporto de Guarujá (SP). Quando se preparava para pouso, o avião arremeteu devido ao mau tempo. Em seguida, o controle de tráfego aéreo perdeu contato com a aeronave”, diz nota da Aeronáutica.

Biografia

Nascido em 10 de agosto de 1966, em Recife (PE). Era filho do poeta e cronista Maximiano Campos (1941-1998) com a ex-deputada federal Ana Arraes, atual ministra do Tribunal de Contas da União, Ana Arraes, e neto de Miguel Arraes, que coincidentemente, faleceu no dia 13 de agosto de 2005.

Com apenas 16 anos, Eduardo ingressa no curso de Economia na Universidade Federal de Pernambuco, concluído quatro anos depois ,como aluno laureado e orador da turma. Os primeiros passos no mundo da política foram dados ainda neste período, ao ser eleito presidente do Diretório Acadêmico da Faculdade de Economia. Ingressou na vida política em 1990 ao filiar-se no Partido Socialista Brasileiro (PSB), partido pelo qual foi eleito deputado estadual.

Três vezes deputado federal, em 2004 assumiu o Ministério da Ciência e Tecnologia. À frente da pasta viabiliza importantes conquistas, como aprovação da Lei de Inovação Tecnlógica e da lei que autoriza pesquisas com células-tronco embrionárias para fins de pesquisa. Também contribuiu com o Ministério do Meio Ambiente para o desenvolvimento do sistema de monitoramento do desmatamento da Amazônia, que contribuiu para a redução de 57% no ritmo de destruição da floresta.

Em 2006, Eduardo Campos é eleito governador de Pernambuco com mais de 60% dos votos válidos, sendo reeleito em 2010, com 83% dos votos válidos. Em 04 de abril de 2014, renunciou ao governo de Pernambuco para se dedicar à campanha presidencial.