Nesta quinta-feira (16), completa dois anos do crime que chocou a comunidade chopinzinhense, a morte do advogado Algacir Teixeira de Lima que na época era o procurador municipal. Nesse tempo várias audiências foram realizadas ouvindo testemunhas de acusação e defesa além dos envolvidos no crime, entre eles o ex-prefeito Leomar Bolzani.

Elvi Aparecida Haag Ferreira e Nilton Ferreira. Foto: Arquivo RBJ.
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Elvi Aparecida Haag Ferreira e Nilton Ferreira.

Dois dos sete envolvidos no assassinato já foram julgados, Elvi Aparecida Haag Ferreira e seu esposo Nilton Ferreira. O casal foi condenado pelo tribunal do júri da comarca de Guarapuava, centro oeste do Paraná, a 15 anos de reclusão em regime fechado.

+ Após mais de 20 horas de julgamento, casal é condenado pela morte do advogado chopinzinhense Algacir Teixeira de Lima.

Os outros acusados, Darci Lopes de Aquino, João Rosa do Nascimento, Jeferson Rosa do Nascimento e Giovane Baldissera, continuam aguardando decisão do Tribunal. Caso a decisão de leva-los a júri popular seja mantida, o próximo passo será definir uma data para a realização do júri dos mesmos.

Na tarde de terça-feira (14), foi encerrada a fase de depoimentos dos acusados e testemunhas do crime. O ex-prefeito Leomar Bolzani, acusado de ser o mandante do crime, foi ouvido na audiência presidida pelo juiz Dr. João Ângelo Bueno. Bolzani esteve acompanhado dos seus advogados Dr. Auro Almeida Garcia e Roberto Brzezinski Neto.

A partir de agora, inicia-se a fase de prazos legais para as alegações das partes envolvidas, após isso, o juiz irá analisar o processo e decidir se o acusado será ou não levado a júri popular.

Nesta quarta-feira (15) a Associação Nacional dos Procuradores Municipais – ANPM, publicou em seu site um artigo comentando sobre o crime e ressaltando a importância da advocacia pública municipal. Acompanhe no link a baixo:

+ Advocacia pública no combate preventivo à corrupção.

Relembre o caso:

Algacir Teixeira de Lima.
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Algacir Teixeira de Lima.

O procurador do município de Chopinzinho, Algacir Teixeira de Lima, 51 anos, foi morto na manhã do dia 16 de março de 2015, uma segunda-feira, quando estacionava o veículo na garagem do prédio onde morava, na área central da cidade.

Alvejado por seis tiros, o executor (acusado Darci Lopes de Aquino), saiu caminhando pela principal avenida da cidade até entrar em um veículo Corsa de cor preta, onde seus companheiros o aguardavam para fuga. O advogado foi atendido pelo SAMU, mas não resistiu aos ferimentos. As duas filhas do procurador estavam no carro no momento que ocorreu o crime.

A Polícia Civil assumiu o caso na segunda-feira (16), logo após o crime ser registrado no centro da cidade. As investigações começaram através das imagens das câmeras de segurança, e a partir do depoimento de pessoas envolvidas no assassinato, foi descoberto que o crime estava sendo planejado desde dezembro de 2014 e o valor ajustado entre as partes seria R$ 6.500,00 (seis mil e quinhentos reais) sendo uma parte antecipada e outra depois do crime.

Ao todo sete pessoas foram presas por suspeita de envolvimento no crime, Jeferson Rosa do Nascimento, Darci Lopes Aquino (executor), Elvi Aparecida Haag Ferreira (intermediadora), Nilton Ferreira, 47 anos (marido de Elvi), João Rosa do Nascimento, Geovane Baldissera “Pardal”, ex-funcionário da Prefeitura de Chopinzinho e Leomar Bolzani, na época prefeito de Chopinzinho. Geovane e Leomar foram presos como supostos mandantes do crime.

Leomar Bolzani foi preso no dia 22 de março, após o mandado de prisão ter sido decretado pelo Tribunal de Justiça do Paraná, acusado de ser o mandante da morte do procurador do município. Bolzani chegou a ser levado à Penitenciaria Estadual de Francisco Beltrão, sendo transferido novamente para a 5ª Subdivisão Policial (SDP) de Pato Branco no dia 21 de maio.

Depois de sete meses preso, o Tribunal de Justiça do Paraná autorizou Bolzani a responder o processo em liberdade. Para tal benefício, foi necessária a instalação de uma tornozeleira eletrônica. No dia 4 de novembro de 2015, Leomar Bolzani retornou para Chopinzinho onde permanece com a utilização da tornozeleira eletrônica.

No dia 2 de maio do ano passado, Leomar Bolzani renunciou o cargo de prefeito. O fato foi confirmado pelo seu advogado de defesa, Auro Almeida Garcia. Com a decisão, Bolzani perdeu o foro privilegiado e não será mais julgado pelo Tribunal de Justiça do Paraná, o processo passou para o Fórum da Comarca de Chopinzinho.

Até o momento apenas Elvi e Nilton foram julgados, os outros acusados incluindo o ex-prefeito de Chopinzinho, aguardam a definição da data para a realização do júri dos mesmos.