por Ivan Cezar Fochzato/Alencar Pereira

 

Disparou o índice de mortalidade infantil em Palmas, sul do Paraná, nesse ano 2012. Os dados preliminares, de 01 de janeiro a 20 de novembro, apontam para 20.2 óbitos por mil nascidos vivos. No período, nasceram  749 crianças, das quais 15 já morreram. Durante todo o ano de 2011, quando nasceram 803 crianças foram registrados nove óbitos, ficando o índice em 11.21.

 

Na manhã dessa sexta-feira (30), ao Departamento de Jornalismo da Rádio Club AM, o presidente do Conselho Municipal de Saúde, Dr. Célio S. Ribas, se mostrou indignado com a situação atribuindo às mortes  a deficiência no atendimento básico de saúde, sendo que muitas crianças morreram por desnutrição e verminose.

 

Destacou que um dos problemas já diagnosticados é de que houve redução do número de Agentes Comunitárias de Saúde e as que foram recentemente contratadas pelo município, via concurso público, não chegaram a ser capacitadas para o desenvolvimento de seus trabalhos. Dr. Célio Ribas denunciou ainda que até mesmo o Comitê de Combate a Mortalidade Infantil foi desativado e ficou inativo por mais de três anos no município, sendo recentemente reestruturado. Anunciou que a problemática será o assunto principal da reunião do Conselho Municipal de Saúde.

 

Ao Portal RBJ, o Presidente do Comitê de Mortalidade Infantil, o médico pediatra, Airton Maciozek, também confirmou que as causas do acentuado crescimento da mortalidade em Palmas referem-se essencialmente a falta e atendimento básico, agentes comunitárias despreparadas para fazer o trabalho de orientação às gestantes, bem como elevado índice de desnutrição das crianças.

 

O médico alertou ainda que a situação pode se agravar principalmente pela elevação das temperaturas favorecendo um quadro de desidratação comprometendo ainda mais a saúde das crianças, culminando com a elevação dos óbitos.

 

A situação apresentada na programação jornalística da Rádio Club AM motivou uma reunião de emergência da 7º Regional de Saúde, que através de seus diretores, estiveram em Palmas para avaliar o quadro no município, que apresenta um dos mais altos índices de mortalidade em toda a região, ficando bem acima do verificado no estado do Paraná, que é de 12 óbitos por mil nascidos vivos e pouco abaixo do índice nacional de 21,17 mortes por mil nascimentos.

 

MORTALIDADE INFANTIL EM PALMAS
1989 – 40,68
1990 – 38,50
1994 – 33,86
1998 – 32,50
2002 – 36,62
2005 – 19.87
2006 – 16,41
2010 – 08.40
2011 – 11.21
2012 – 01/01 a 20/11/2012 – 20.2(Dados preliminares)

 

 

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